O Facebook é uma empresa que não consegue ficar parada, já percebeu? Segundo o TechCrunch, a rede social está testando uma nova ferramenta voltada para profissionais, entrando mais uma vez no campo de ação do LinkedIn.

A ideia, agora, é que a plataforma ajude profissionais a encontrar mentores capazes de aprimorar suas habilidades. A novidade foi descoberta por uma fonte que encontrou referências para esse tipo de atividade dentro do próprio código do Facebook. Parece que fuçar as entranhas do seu site preferido pode render algumas boas surpresas, hein?

De acordo com o usuário, a programação aparentemente escondia uma série de diretrizes para os mentores, apresentando a eles a plataforma e a melhor maneira de interagir com os profissionais. Além disso, outra fonte interna da empresa confirmou que já estão sendo feitos testes de layout do recurso para smartphones.

Se as informações estiverem corretas, a descoberta faz com que o aplicativo combine os interesses do profissional com os do mentor. O sistema ainda levanta uma lista de pontos que eles têm em comum antes de sugerir esse tipo de conexão, incluindo amigos, educação, localização geográfica e, o mais importante, sua profissão.

Os motivos: parte 1

Para entendermos o que levaria o Facebook a pular de cabeça no mercado corporativo, precisamos lembrar das intenções de Mark Zuckerberg nos últimos tempos. No início do ano, por exemplo, o criador da rede social anunciou que iria realizar várias visitas pelos EUA, participando de reuniões com grandes empresas e grupos envolvidos em questões sociais.

Ele deixou bem claro que o tour não tem nada a ver com uma possível candidatura à presidência do país, mas isso não acabou com as suspeitas de teoristas da conspiração (ou qualquer um que veja o poder do CEO e sua influência no mundo crescer a cada dia). Seja como for, na postagem em que fez o anúncio de suas viagens, Zuckerberg ressaltou o seu compromisso em ajudar as pessoas a melhorar suas vidas. Qual é a forma mais adequada de se fazer isso do que garantir que elas tenham um emprego?

Os motivos: parte 2

A segunda razão para o Facebook abrir esse canal de mentoria é sua parceria direta com empresas. Recentemente, a rede social implementou um recurso que permite que companhias possam criar anúncios de vagas patrocinados na plataforma.

Claro que a ferramenta foi vista como um ataque direto ao LinkedIn. Enquanto a rede corporativa da Microsoft tem 500 milhões de usuários, o Facebook acumula nada menos que 2 bilhões de contas únicas. Apesar disso, o produto adquirido por Satya Nadella ainda tem a reputação de ser a melhor rede social quando o assunto é emprego.

Curiosamente (ou não, né?), o LinkedIn criou seu próprio programa de mentoria há pouco tempo. O recurso foi anunciado como uma forma de complementação dos serviços oferecidos pela plataforma e também para gerar um maior tráfego de usuários. A ideia é que, ao construir seu próprio sistema de mentoria, o Facebook possa chegar a um status semelhante ao do LinkedIn para os profissionais de plantão. Mas será mesmo?

Os motivos: parte 3

Por fim, faz sentido para a equipe de Zuckerberg (em um nível estrutural) desenvolver uma função como essa. Afinal, a principal missão da companhia é conectar pessoas, certo? Assim, é muito interessante que, ao amadurecer, a rede social permita que seus usuários criem relações que vão além de familiares, amigos da faculdade e colegas do seu emprego atual. Trata-se de um novo nível de interação, por assim dizer.

Com tudo isso, fazer com que o Facebook se torne um local onde recrutadores possam encontrar futuros funcionários é uma forma pra lá de interessante de expandir sua influência e criar mais engajamento. Agora, resta pegar a sua pipoca e aguardar para ver como o LinkedIn vai responder à estratégia.