Lá nos primórdios da Amazon, de acordo com o Portal Inc, quem costumava realizar todas as contratações da empresa era o próprio Bezos. O objetivo era garantir em seu time profissionais que tivessem o mesmo espírito determinado e criativo que ele. Se encontrasse alguém ainda mais habilidoso, melhor ainda; a meta era sempre encontrar o melhor candidato possível.

Independente do setor de trabalho, Bezos procurava nos funcionários certos traços de personalidade, como comprometimento, responsabilidade e caráter. E, para entender se a resposta do candidato realmente batia com o que ele acreditava, ele começou a aplicar uma técnica de conversação conhecida como pergunta comportamental.

 

Entrevista de emprego

Hã?!

 

As perguntas comportamentais são feitas para investigar as competências específicas do candidato. Por isso, a avaliação é feita de acordo com situações reais, e assim é possível perceber como o candidato lidaria com uma situação no futuro. Um exemplo de pergunta comportamental é “Me conte uma vez em que você precisou convencer seu chefe a tomar uma atitude sobre algo que ele ou ela não queria fazer”. A ideia é tirar o candidato da zona de conforto e evitar as respostas clichês.

Cada vez mais as empresas estão aprofundando esses questionamentos para conseguir definir a personalidade do candidato.  E não vai pensando que isso é só “técnica gringa” porque já tem muita empresa brazuca utilizando essa abordagem em entrevistas.

 

Vai ter que pesquisar

 

Como, nesse tipo de entrevista, as perguntas exigem sempre respostas profundas e elaboradas, é bem recomendado que o candidato faça uma boa lição de casa para não ser pego por um questionamento que não saiba responder ou acabe dando uma resposta da qual vá se lamentar quando sair da sala do RH.

Não existe uma fórmula exata para uma entrevista, porque vai variar de empresa para empresa, dos ideais de cada uma. Por isso, é muito importante pesquisar sobre a empresa em que você está se candidatando. A vaga pode ser perfeita, mas talvez a empresa não seja.

Pessoa estudando

E ir pronto para a entrevista

 

Você já sabe: não é só Bezos que não quer mais respostas decoradas, os recrutadores também não. Por isso, assim que a entrevista for agendada, comece a pensar em tudo o que pode ser perguntado e formule boas respostas.

Não precisa ser muito detalhista, mas, na hora da entrevista, a sua resposta precisa ser algo mais elaborado do que “sim” ou “não”. Também é importante entender o porquê você deseja a vaga (bem provavelmente isso será perguntado, aliás), quais são as suas habilidades e as características fortes que possam impressionar o recrutador. Mas não invente: mais cedo ou mais tarde, dá ruim.

 

Jogando a seu favor

 

Olhando de primeira, as perguntas comportamentais podem até assustar um pouco por serem mais complexas, mas pensar em respostas para elas é um ótimo exercício de autoconhecimento profissional.

Sem falar que elas podem ser usadas no futuro a seu favor: por exemplo, ressaltando habilidades que você desenvolveu ao longo do tempo ou ressaltando tarefas que geraram um ótimo retorno para a empresa.  Coisas que, muitas vezes, a gente não para pra pensar de verdade durante a correria do trabalho, mas que são superimportantes em momentos que a gente precisa explicar o por que precisamos de um aumento ou promoção.

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