Você já deve ter ouvido falar em Bitcoin e Ethereum, as moedas virtuais mais conhecidas atualmente (#modinha). O que muita gente não sabe, porém, é que existem muitas, mas muitas outras criptomoedas espalhadas por aí. Em 2017, tivemos um verdadeiro boom dessas belezinhas e, apesar dos pesares, esse número só tende a aumentar.

Criadas em 2013 após uma forte crise econômica no mundo, esse tipo de recurso vem evoluindo a passos largos. Em 2014, quando o Bitcoin se consolidava como sinônimo do setor, existiam apenas outras 32 moedas digitais que valiam mais de US$ 1 milhão em valor total de mercado. Abaixo dos US$ 50 mil? Cerca de 325.

Já entre 2016 e 2017, essa cifra simplesmente decolou. No ano passado, o clube do milhão de dólares chegou a 69. Hoje, o grupinho seleto atingiu 392 criptomoedas – uma alta de 468%. O aumento no valor total delas foi de 1.446%. Um absurdo sem limites (no bom sentido).

A maioria dessas moedas nasceu para resolver problemas específicos, com cada uma delas contendo características únicas e que permitem que elas cresçam sem atrapalhar umas às outras. Isso é visto como algo bastante positivo pelos especialistas, que alertam os investidores em potencial apenas para que entendam essa função antes de sair às compras.

O sucesso das criptomoedas se dá pelo aumento da quantidade de ICOs (Oferta Inicial de Moedas, na sigla em inglês), responsável por jogar o valor das moedas nas alturas (ou no fundo do poço em alguns casos). A recente decisão da China de fazer jogo duro diante das ICOs anda afetando esse cenário, mas não pôs fim ao mercado.

No Brasil, a procura por moedas virtuais cresce a cada dia. Segundo o Google, as buscas pelo termo "bitcoin" cresceram 130% entre o primeiro e o segundo trimestre deste ano. Se você tem dúvidas sobre como testar as águas desse mundinho, vale dar uma passada nessa matéria completíssima a respeito do tema.