Se você saiu para as festas de fim de ano pensando na ascensão (e queda) do Bitcoin, temos novidades interessantes. Um levantamento do site Quartz aponta que a criptomoeda mais conhecida do mundo “não sai nem na foto” em termos de valorização no ano de 2017.

O Bitcoin figura apenas como a 14ª moeda com melhor performance em 2017, mesmo com uma valorização de 1.318% no período. Se você ainda sonha em surfar no boom de criptomoedas, mas não quer investir US$ 14 mil (cerca de R$ 45 mil) por apenas um bitcoin, talvez seja uma boa dar uma olhada em opções como: Ripple, IOTA e Monero. Ah, claro, também dá para comprar frações do Bitcoin por menos do que essa dinherama toda se você quiser investir nessa moeda específica.

A cotação dessas criptomoedas vai de US$ 3 (cerca de R$ 9,70) até US$ 300 (aproximadamente R$ 970). A valorização desses diferentes tipos de “dindim virtual” foi de 600% até 37.000% no ano passado. Nada mal, não é mesmo?

Esse gráfico maneiro do Atlas mostra o top 10 de criptomoedas em 2017:

Maiores criptomoedas de 2017Ranking das criptomoedas por performance em 2017

Faça a lição de casa

Antes de quebrar seu porquinho, é bom dar uma bela pesquisada. Isso porque alguns desses ativos digitais foram criados para funcionar como uma moeda (que você usa para comprar pão, por exemplo). Mas, outras são mais como “tokens” lançados por empresas como uma forma de levantar dinheiro. Nesse segundo caso, o valor do token pode variar de acordo com o desempenho da empresa.

A NBC News listou quatro moedas que podem ser um boa para quem pretende começar uma pequena fortuna digital:

Ripple (token)

Em janeiro de 2017, um Ripple custava menos de um centavo de dólar. A cotação da criptomoeda em janeiro desse ano é bem mais agradável: um simpático Ripple custa US$ 2,40 (cerca de R$ 7,70). A moeda tem objetivo de facilitar as transferências de grana pelo mundo e disparou depois que os sul-coreanos começaram a adotá-la, no fim de 2017.

IOTA (token)

Quem comprou um IOTA em junho de 2017 gastou 60 centavos de dólar. No começo de 2018, o valor da moeda tem cotação de US$ 4 (cerca de R$ 13). A ideia dessa criptomoeda é permitir as transações entre dispositivos inteligentes. Sim, a tal “internet das coisas” acontecendo na nossa frente. Tipo a sua geladeira comprar mais leite usando IOTA. O preço disparou em novembro, quando a companhia por trás da grana anunciou que estavam começando um marketplace e já tinha acordos com gigantes do porte de Microsoft e Samsung.

Monero (moeda)

O Monero é tipo Bitcoin, só que promete ainda mais privacidade. A moeda valia US$ 14 (pouco mais de R$ 45) em janeiro de 2017 e agora você compra um simbólico Monero por US$ 360 (cerca de R$ 1.165). Um crescimento de 2.470% em 365 dias.

Vertcoin (moeda)

Vertcoin é uma espécie de Bitcoin versão justiceira, já que é resistente aos sistemas de mineração da criptomoeda - que, conceitualmente, quebra o caráter descentralizado e igualitário. Afinal, quem tem mais poder de fogo (computacional), consegue levantar mais dinheiro. Voltando para a Vertcoin, a moeda valorizou 2.000% - de míseros 3 centavos de dólares para US$ 6,80 (cerca de R$ 22) de 1º de janeiro de 2017 para 1º de janeiro desse ano.

Vale lembrar que esse mercado é bastante volátil. Portanto, as cotações podem subir e descer com a facilidade que você esquece onde colocou as chaves (acontece todo o tempo comigo).