Ao que tudo indica, a HTC – empresa taiwanesa fabricante de celulares e tablets – vem respirando por aparelhos dentro do mercado de dispositivos móveis, mesmo com todas as tentativas feitas para se destacar nessa categoria tão competitiva.

Os resultados financeiros da empresa foram divulgados ontem (6) e se mostraram catastróficos: com uma queda de 55% em comparação ao ano passado, a receita da companhia foi a menor em quase uma década, chegando à casa de 4,2 bilhões de dólares taiwaneses, equivalente a cerca de apenas R$ 487 milhões.

Parados no tempo?

É notável que a falta de inovação da HTC nos dispositivos após o lançamento do modelo M7 pode ser um dos motivos da desaceleração da economia da empresa. O HTC One M9 acabou se mostrando um carro-chefe que não foi capaz de alavancar as vendas da companhia, visto que suas especificações e seus recursos o colocaram como apenas um dispositivo intermediário.

De olho no futuro

Para escapar desse fundo de poço, a HTC vai apostar todas as fichas em dois dispositivos programados para lançamento em 2016: o HTC 10 (abandonando o prefixo “M” presente nos modelos de smartphone anteriores) e o dispositivo de realidade virtual desenvolvido em parceria com a Valve, o HTC Vive, em uma edição de US$ 799 (aproximadamente R$ 3 mil), que inclui controles sem fio e outros gadgets.

O primeiro deve colocar a HTC novamente entre as empresas com um smartphone digno de concorrer com os top de linha da categoria e tem previsão de lançamento em 19 de abril. O segundo, aparentemente, foi muito bem-sucedido na pré-venda e pode trazer uma fortuna para a empresa taiwanesa. A dúvida que fica é se apenas isso vai ser suficiente para bater as gigantes Xiaomi e Huawei em um mercado extremamente concorrido como esse.

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