A empresa gaúcha Cliever acaba de anunciar uma nova solução de alto nível para o mercado profissional. Estamos falando da impressora 3D Cliever SL1, que surge como uma das primeiras soluções baseadas em estereolitografia para quem precisa de alta precisão dimensional. Vale dizer que a SL1 pode também funcionar de modo complementar às impressoras de padrão FDM já presentes no mercado — com a CL1 e CL2 da própria Cliever.

O TecMundo conversou com o CEO da Cliever para saber mais sobre o novo projeto e ele nos deu algumas informações bem legais. Para começar, ele nos contou que a nova SL1 é capaz de fazer impressões com a precisão de 30 mícrons — o que a coloca no mesmo nível de outros produtos fabricados internacionalmente, com a vantagem da produção 100% brasileira do aparelho.

Esta é a primeira vez que a Cliever cria uma impressora com base em estereolitografia 3D. Mesmo assim, o CEO da fabricante deixa claro que mantém seu compromisso em fazer com que os seus aparelhos sejam soluções de alta qualidade para quem precisa de prototipagem rápida aliada a baixos custos de operação.

(Divulgação/Cliever)

Como funciona a “Estereolitografia 3D”

É bom saber que existem diferenças entre impressoras profissionais e domésticas. Este primeiro segmento exige muito mais precisão para garantir bons resultados. É por isso que boa parte delas está partindo para o uso da estereolitografia (também conhecida como SLA). No caso da Cliever 3D, a principal base é uma resina acrílica — que também é fabricada aqui no Brasil.

O processo de impressão funciona basicamente por meio de um recipiente que é preenchido com a resina líquida a ser utilizada. A máquina lê o modelo 3D e faz uso de um laser com precisão de 300 mícrons para solidificar a matéria-prima, camada por camada. Ao término da fabricação, uma plataforma móvel faz o produto emergir do meio do material básico, já completamente polimerizado.

Rodrigo Krug afirma que a Cliever SL1 é capaz de construir protótipos com dimensões de até 125 milímetros de altura, além de 100 milímetros nas duas arestas de sua base. Isso é bem suficiente para as aplicações às quais a impressora foi desenvolvida, sendo ainda possível complementar seus projetos com os realizados em equipamentos FDM (Fusão e Deposição de Material).

Aplicações

Durante nossa entrevista, perguntamos ao CEO da Cliever quais seriam as principais aplicações do projeto atualmente. Ele nos contou que a impressora pode ser usada para a impressão de protótipos de alta precisão de qualquer tipo, mas que seus clientes atualmente estão mais localizados no segmento joalheiro e odontológico.

O primeiro deles se dá pela criação de moldes para a aplicação de metais preciosos, além da criação de modelos para aprovação. O segundo está também focado em moldes, principalmente para permitir implantes e outras modelagens que podem dispensar a utilização de equipamentos mais pesados.

Divulgação/Cliever

Disponibilidade

A Cliever SL1 já está sendo vendida no Brasil, sendo que cada unidade pode ser adquirida pelo preço de R$ 32.290. Por enquanto, apenas o mercado profissional brasileiro pode ter acesso à tecnologia, mas a fabricante gaúcha afirma que possui planos para levar os equipamentos para outros países da América Latina em breve.

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