A Justiça do Rio de Janeiro resolveu aceitar o pedido de recuperação judicial da Oi que havia sido realizado no último dia 20 e tratava de uma dívida recorde de nada menos que R$ 65,4 bilhões. A decisão foi emitida na noite desta quarta-feira (29) pelo juiz Fernando Viana, da 7ª Vara Empresarial do Rio, protegendo a companhia para negociar esse montante histórico.

Agora, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) tem o prazo de cinco dias para formular e enviar um lista com empresas de renome internacional que poderiam conduzir o processo como administrador judicial. A Oi é a maior operadora de telefonia fixa do país e a quarta em telefonia móvel, com cerca de 70 milhões de clientes. Esses foram os fatores que chamaram tanta atenção para o pedido de recuperação judicial da companhia.

Ainda há esperanças para a recuperação da Oi e de sua dívida bilionária

Ainda há esperança

Para aceitar o pedido, o magistrado acabou considerando o tamanho da Oi dentro do setor de telecomunicações e o possível impacto que a sua falência poderia ocasionar:

"Há de se reconhecer que o presente pedido de proteção judicial é formulado por uma das maiores empresas de telecomunicações do mundo, que impacta fortemente a economia brasileira, já que alcança um universo colossal de 70 milhões de clientes, empregando mais de 140 mil brasileiros, com milhares de fornecedores, e ainda gera recolhimento de volume bilionário de impostos aos cofres públicos", escreveu o magistrado em sua decisão.

O magistrado acabou considerando o tamanho da Oi dentro do setor de telecomunicações e o possível impacto que a sua falência poderia ocasionar

O próximo passo para a Oi consiste em elaborar uma proposta para a renegociação de dívida, o que deve acontecer dentro dos próximos dois meses. Em nota, a operadora informou que o pedido de recuperação judicial tem como objetivo "manter a prestação do serviço com qualidade aos clientes e equacionar o endividamento”.

No mesmo comunicado, a empresa garantiu que "todas as nossas atividades de atendimento, vendas, instalação e manutenção estão sendo desempenhadas normalmente" e destacou que "tudo será mantido exatamente como está combinado, inclusive nas contas dos clientes e os preços praticados pela Oi, agora sob proteção da Justiça".