Um representante da SindiTelebrasil revelou recentemente que os furtos e roubos de cabos, radiotransmissores e equipamento de rede custam cerca de R$ 320 milhões por ano para as operadoras e fazem com que 5 milhões de clientes tenham seus serviços interrompidos. A divulgação dos dados foi feita na última terça-feira (23), durante uma audiência pública na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados.

Segundo a instituição, cerca de 5,6 mil casos de roubo, furto ou receptação desse tipo de equipamento de infraestrutura foram registrados somente em 2015. De acordo com o levantamento da SindiTelebrasil, no ano passado os itens furtados incluíram 4 mil quilômetros de cabos e nada menos do que 3 mil radiotransmissores.

A subtração de fios da rede elétrica atrapalha os serviços de comunicação e causa riscos a todos nós, já que obstrui atividades importantes como as de polícia, bombeiros e socorro médico emergencial. “Esses atos de vandalismo prejudicam não apenas consumidores, comprometendo serviços essenciais para toda a sociedade e os diversos segmentos da economia que dependem das telecomunicações, como também as empresas do setor”, afirmou o representante da instituição.

Os gastos com a reposição de equipamentos roubados reduzem os investimentos em melhorias das redes

Atrasando melhorias

Ainda de acordo com a SindiTelebrasil, os R$ 320 milhões de prejuízo anual causado pelos furtos e roubos também retardam a expansão e melhoria dos serviços prestados pelas operadoras. O montante gasto com as reposições seria o suficiente para suprir o custo de instalação de 640 novas antenas de telefonia e banda larga móvel. Além disso, a interrupção dos sinais das empresas faz com que elas sejam penalizadas pela Anatel, gerando mais custos.

A questão levou a instituição a demonstrar publicamente seu apoio aos projetos de lei 5.845/2016, 5.846/2016, 5.852/2016 e 5.853/2016, que estão em tramitação na Câmara dos Deputados e criminalizam o roubo, furto e receptação de equipamentos de rede.