Algumas coisas parecem constantes no mundo da tecnologia nos últimos tempos: os vazamentos a respeito do Galaxy S8, as invasões aos servidores do Yahoo e as rodadas de demissões realizadas pelo pessoal da GoPro. Esse último item, aliás, acaba de ganhar um novo e triste capítulo. Em um anúncio no começo desta semana, a fabricante de câmeras de ação revelou que está fazendo mais um corte para tentar reduzir seus custos de operação em até US$ 200 milhões (R$ 623 milhões) para este ano fiscal.

Segundo a empresa, serão realizados cerca de 270 desligamentos, além do encerramento de vagas que ainda estavam em aberto e à procura de talentos. Com isso, a GoPro chega a sua terceira rodada de demissões desde o início de 2016, ano em que a empresa fechou o balanço com perdas na casa dos US$ 373 milhões (quase R$ 1,2 bilhão). O motivo do prejuízo? Possivelmente, atrasos na produção das câmeras da linha Hero 5 e o recall do drone Karma.

Inicialmente, Hero 5 foi motivo de perdas, mas está ajudando a GoPro a recuperar seu caixa

Para tentar contrabalancear esse cenário, a GoPro chegou a dispensar 7% de seus funcionários ainda no início de 2016, com mais 15% do restante dos trabalhadores sofrendo com o mesmo destino no mês de novembro. Claro que essas mudanças bruscas afetaram a estabilidade da companhia, que acabou fechando sua divisão de conteúdo e perdendo seu CEO no meio do processo.

Apesar de todos os problemas, a GoPro continua vendendo milhões de câmeras

Outro efeito dessa busca por redução de custos foi a queda meteórica das ações da empresa, que atingiram seu ponto mais baixo no pregão da semana passada. Apesar de todos os problemas, a GoPro continua vendendo milhões de câmeras anualmente, com as transações sendo reforçadas pela Hero 5 e Hero 5 Session, e tem perspectivas de crescimento para o futuro. Afinal, Nick Woodman, o chefão da marca, já prometeu aos investidores que veremos uma Hero 6 ainda neste ano. Com isso, será que cessam as demissões?