Com os resultados das vendas do primeiro trimestre de 2017, a Apple apresentou números bastante similares aos período anterior, mas uma curiosidade chamou a atenção de quem avaliou mais a fundo os valores: a empresa vendeu menos unidades de iPhones nos primeiros três meses do ano em comparação com o mesmo período de 2016, mas teve sua receita aumentada. Resumindo: a Maçã está ganhando mais dinheiro por cada aparelho comercializado.

Isso não significa exatamente algo negativo para a empresa, visto que a receita adquirida no período teve um aumento de 1%

No primeiro trimestre do ano passado, a Apple vendeu aproximadamente 51,2 milhões de unidades do iPhones. Já em 2017, nos mesmos três meses de janeiro, fevereiro e março, foram 50,8 milhões de aparelhos. No entanto, isso não significa exatamente algo negativo para a empresa, visto que a receita adquirida no período teve um aumento de 1%.

O primeiro quarto do ano de 2016 rendeu para os cofres da Apple algo em torno de US$ 32,9 bilhões, cerca de R$ 103,6 bilhões, o que indicava um valor médio do iPhone de US$ 642,57, ou R$ 2.023. Já em 2017, a receita do primeiro trimestre chegou a US$ 33,2 bilhões – R$ 104,52 bilhões, aumentando a média do smartphone da Apple para US$ 653,54, valor próximo de R$ 2.057.

Ano promissor

Apesar da diminuição na quantidade de aparelhos vendidos, a mudança não foi assim uma surpresa tão grande, visto que no ano passado os números já indicaram que isso poderia acontecer. Pela primeira vez, os números de 2016 não cresceram em relação aos de 2015, mostrando que em 2017 essa queda poderia dar as caras.

A Apple deve seguir exatamente essa tendência: apostar em dispositivos de luxo, mais caros, como deve ser o iPhone 8

O aumento no valor médio dos iPhones certamente aconteceu pela popularidade do iPhone 7 Plus. Com um preço mais alto, o dispositivo chamou atenção por sua câmera dual, apesar de não apresentar uma diferença de design muito considerável. O aumento nas vendas desse aparelho mais caro fez com que a receita da empresa crescesse mesmo com a diminuição dos números absolutos.

Os números também indicam que a Apple deve seguir exatamente essa tendência: apostar em dispositivos de luxo, mais caros, como deve ser o iPhone 8 e os outros modelos com lançamento previsto para este ano.