Os advogados da Apple estão com bastante trabalho na mesa. A empresa vai encarar o tribunal ao menos duas vezes em breve para acertar detalhes de disputas judiciais com duas de suas atuais parceiras no mercado de chips.

A mais recente é com a Imagination Technologies, que atualmente fornece GPUs para os aparelhos da companhia. Como a Apple deve fazer os próprios chips dentro de alguns anos, ela vai perder a principal cliente —, e o anúncio disso fez as ações da marca caírem em 70%.

Por acreditar que a Apple não consegue fazer chips próprios sem infringir patentes, a Imagination vai à corte para acertar o pagamento de royalties. Após não conseguir "fazer progresso de forma satisfatória por uma alternativa comercial para o atual licenciamento e acordos de direitos", a marca vai buscar "um acordo por um processo mais estruturado". Em outras palavras, a empresa procura uma forma de não sair perdendo de uma forma tão radical, e quem sabe até forçar um novo acordo em menor escala.

O caso Qualcomm

A segunda briga da Maçã é com outra parceira de longa data, a gigante Qualcomm. O caso é um pouco mais complicado e começou em janeiro deste ano, quando a Apple abriu um processo de US$ 1 bilhão "por se sentir prejudicada (...) em negociações envolvendo o licenciamento de modems LTE" nos iPhones.

A Qualcomm rebateu as críticas e pediu reparação de danos à Justiça. Como resposta, a Apple simplesmente deixou de pagar royalties para as patentes utilizadas da agora inimiga. O resultado? Segundo a Bloomberg, a fabricante de chips agora pede o banimento das importações de iPhones da Ásia (onde são fabricados) para os EUA (onde seriam vendidos). O argumento exato ainda não está claro, mas uma coisa é certa: essas duas brigas ainda vão longe.