Nada de falsas promessas com Elon Musk. 

O empreendedor havia afirmado que sairia do grupo de conselheiros da Casa Branca (uma comitiva de grandes empresários recrutada por Trump para discutir projetos de incentivo à economia), caso o presidente americano decidisse sair do Acordo Climático de Paris. 

Dito e feito. Nesta quinta-feira (1), Trump retirou o nome dos Estados Unidos da lista de países que se comprometem a reduzir as emissões de gás carbônico, numa tentativa de atenuar as mudanças climáticas no mundo. Pouco tempo depois, Musk anunciou por meio de seu Twitter que não fará mais parte do grupo de conselheiros do presidente. 

“Estou saindo do conselho presidencial. A mudança climática é real. Sair do [acordo] de Paris não é bom para a América ou para o mundo”, escreveu o empreendedor na rede social. 

Anteriormente, Musk havia afirmado que tentava convencer o presidente americano a apoiar o acordo. 

O grupo se desfaz

O grupo de conselheiros de Trump foi criado pouco tempo após sua chegada à Casa Branca. Era formado por grandes nomes, como o fundador do Uber, Travis Kalanick, Tim Cook, presidente da Apple, Satya Nadella, da Microsoft, Larry Page e Eric Schmidt, da holding Alphabet, dona do Google, Jeff Bezos, da Amazon, e Sheryl Sandberg, do Facebook.  

Musk é o segundo a declarar sua saída. No início deste ano, Kalanick também anunciou que não participaria mais dos encontros, após Trump emitir uma ordem executiva que restringia a entrada de imigrantes em território americano. 

Unidos pelo planeta

O acordo Climático de Paris foi assinado em dezembro de 2015, durante a cúpula da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre mudanças climáticas. Os 195 países que assinaram o documento se comprometeram a reduzir as emissões de gás de efeito estufa para que o aquecimento global fique abaixo de 2ºC e limitado a 1,5 ºC. Os Estados Unidos são o segundo maior produtor mundial de gás de efeito estufa no mundo. 

Trump afirmou que o atual documento traz desvantagens para os EUA, enquanto beneficia outros países. "Para cumprir o meu dever solene de proteger os Estados Unidos e os seus cidadãos, os EUA irão retirar-se do acordo climático de Paris, mas dão início a negociações para voltar a entrar no acordo de Paris ou em uma transação totalmente nova, em termos justos para os EUA, suas empresas, seus trabalhadores, suas pessoas, seus contribuintes”.