A oferta de serviços financeiros via plataformas digitais tem crescido ultimamente e com isso os incidentes de segurança envolvendo internet banking também vem aumentando. O setor é o grande alvo da moda entre os cibercriminosos. Essas conclusões são apontadas no relatório da Kaspersky Lab, que ao lado da B2B International consultou 841 representantes desse mercado em 15 países.

 A pesquisa indica que a maior preocupação das empresas com relação às ameaças que afetam os clientes é phishing

Como ninguém gosta de ficar perdendo tempo em fila, muita gente vem optando por fazer movimentações eletrônicas. Segundo o levantamento, atualmente 42% dos usuários manuseiam suas contas via dispositivos móveis, enquanto 38% costumam operar máquinas de mesa e os outro 14% continuam no atendimento tradicional.

E, claro, com essa migração toda vêm outras preocupações. A pesquisa indica que entre os três principais fatores de alerta nas companhias são ataques de phishing (46%), a falta de cuidado do consumidor (41%) e a dificuldade entre balancear a comodidade ao cliente com prevenção a fraudes (38%)

Golpes já causam prejuízo de US$ 1,8 milhão para os bancos

O estudo revela que 70% dos incidentes que afetam bancos online acarretam custos adicionais, como prejuízo por perda de dados, danos à reputação, vazamento de informações confidenciais e outros. Dessa forma, o custo médio de um problema desses com internet banking é de US$ 1,75 milhão, quase o dobro do preço de recuperação de um evento com malware, que demanda em média US$ 825 mil.

Para conter o avanço dos golpistas e evitar ainda mais perdas, as instituições desse setor devem investir em algumas estratégias específicas nos próximos três anos. Entre as principais estão: melhorar a segurança dos apps/sites utilizados pelos consumidores (61%), exigir autenticações mais complexas e verificar detalhes de login (52%) e enviar mais comunicados para aumentar as noções de fraude (37%).

Soluções personalizadas e outras tendências

Os ataques aos serviços financeiros digitais não exigem a complexidade de uma ofensiva ao núcleo das instituições, por isso ele são mais fáceis de se propagar, como no caso do phishing. A prevenção continua sendo a melhor defesa, que pode ser ainda mais eficiente se utilizada com a detecção de comportamento. Um programa customizado com algoritmos pode, por exemplo, registrar e monitorar mais facilmente uma ação incomum no sistema.

Outra tendência é que muitas das movimentações passem a usar tecnologia em blockchain, como já é feito com a bitcoin. Antes disso, algumas soluções devem se concentrar nos crimes que sangram mais capital, aqueles que visam alvo específicos com armas criadas para explorar um ambiente específico.