A guerra entre hotéis convencionais e a Airbnb, o serviço comunitário de acomodações e hospedagem, acaba de ganhar um novo episódio. De acordo com a Bloomberg, um conglomerado hoteleiro contratou espiões para descobrirem possíveis ilegalidades da empresa rival em Nova York, nos Estados Unidos.

Na cidade norte-americana, é proibido alugar uma unidade inteira por menos de um mês caso o dono do local não esteja ou se estiver sendo alugado para mais de duas pessoas.

Segundo a Bloomberg, o grupo responsável por infiltrar informantes dentro das dependências da Airbnb é o Share Better, “uma parceria entre sindicatos de hotéis e líderes da indústria com o objetivo de expor a atividade ilegal da Airbnb”, diz a publicação. 

Estes espiões se hospedam nas unidades e tentam descobrir se há irregularidades nos alugueis das unidades onde estão. O grupo teria reservado US$ 1 milhão para acelerar o processo de busca de possíveis provas contra a empresa e também está realizando operações em outras cidades como Washington e Los Angeles.

“A indústria hoteleira e seus lobistas estão usando o Share Better para espionar os nova-iorquinos”, explicou Josh Meltzer, um dos diretores da Airbnb em Nova York. “A cidade deve rejeitar essas táticas de espionagem de KGB de segunda categoria e trabalhar com a Airbnb para regulamentar sensivelmente a partilha de casa”, completou.

A empresa vem incomodando cada vez mais hotéis no mundo inteiro. São mais de dois milhões de anúncios em mais de 190 países. Foi fundada em 2008 no Vale do Silício e rapidamente cresceu com o apoio de viajantes de todo o mundo. De acordo com o “The Wall Street Journal”, a Airbnb pretende faturar US$ 10 bilhões até 2020.