Não é novidade: os drones se tornaram febre. No mundo dos negócios, o segmento que mais vem tirando proveito da nova tecnologia é o setor de varejo. Extremamente versáteis, os aparelhos podem ser utilizados em diversas ocasiões. Mas aparentemente seu futuro está nas entregas.

Quem não acharia o máximo receber seu produto rapidamente por um drone em casa? Muitas empresas, inclusive gigantes como a Amazon e Alphabet, estão testando drones para entregas de encomendas e acreditam que os dispositivos serão o futuro do comércio eletrônico.

Algumas  já deram seus primeiros passos, como é o caso da Domino´s.  A primeira entrega de pizza através de um drone na história foi em novembro de 2016 na cidade de Whangaparaoa, na Nova Zelândia.

A entrega foi feita pela empresa em parceira com uma equipe da Flirtey, companhia especialistas em drones. Um piloto profissional foi encarregado de conduzir o drone até o destino através de sistemas de localização GPS.

Eis que entra a Amazon na jogada

Inspirada pelo sucesso da Domino´s, a Amazon decidiu ir mais além do que uma simples entrega de pizza. A empresa quer entregar todo e qualquer produto em no máximo 30 minutos através de seu programa Prime Air. O serviço iria eliminar o serviço Prime de dois dias de entrega e o Prime Now de duas horas.

A jogada é genial do ponto de vista econômico. Segundo estimativas do ARK Investing Group, a Amazon iria gastar menos de US$ 1,00 por remessa entregue, uma economia gigantesca. Em 2016, a empresa desembolsou quase US$ 5,75 por pacote enviado.

Diante da oportunidade de ouro, a companhia já iniciou os testes e desenvolvimento de sistemas em 2013 com o Prime Air. As primeiras entregas de drones foram feitas no Reino Unido em 2016 com dois clientes que moravam próximo a Cambridge.

Apesar de toda a empolgação em volta da novidade, é necessário colocar no papel que há prós e contras em criar um sistema de entrega como este, mesmo diante de tantos pontos a favor.

Primeiramente as empresas iriam economizar com custos de transporte, reduzindo também o valor dos produtos para os clientes. As compras seriam entregues muito mais rápido, aumentando a confiança do consumidor na empresa e na forma de entrega, incentivando assim a prática.

Já o principal fator negativo desta mudança seria o encerramento do emprego de milhares de entregadores. O impacto no setor de transportes pode ser catastrófico. Além disso, consumidores podem levantar preocupações a respeito de privacidade já que os drones usarão dados de GPS e câmeras para encontrar a casa de determinada entrega.

Agências acreditam que a adoção total dos drones neste segmento ocorra somente a partir de 2020. A demora ocorrerá por conta das diversas barreiras regulatórias impostas por governos de diversos países, possíveis problemas técnicos e também resistência do consumidor em escolher o sistema de entrega.

No Brasil, por exemplo, ainda não existe uma legislação específica para o enquadramento da venda de drones. Além disso, também não foi criada uma forma de fiscalizar o voo destes equipamentos ou dispositivos capazes de torná-los mais seguros em caso de acidentes.

Apesar de todos os obstáculos técnicos e sociais, a implementação do uso de drones para entregas dos mais diversos produtos é praticamente uma certeza. Resta aguardar.