Ao longo de seus mais de 20 anos de vida, a Amazon se orgulhava em dizer que tinha um único foco: os clientes. Fato é que Jeff Bezos decidiu que precisava melhorar seu serviço para empresas. Essa ideia está prestes a mudar a Amazon como a conhecemos hoje. 

Analisando que, somente no Reino Unido, o mercado B2B (business to business) gera US$ 125,4 bilhões ao ano, o fundador da gigante da tecnologia criou o Amazon Business em 2015, um novo mercado para o suprimentos para empresas.  

O movimento fez bastante sentido. Assim como consumidores, as maiorias das companhias ao redor do mundo têm passado seus gastos para o ambiente virtual. Sendo assim, a Amazon decidiu entrar na onda e vender todo tipo de equipamento  desde tratores para fábricas até material de escritório, como grampos e canetas.

A ideia deu tão certo que, em 2016, a Amazon abriu uma filial do serviço na Alemanha e outra no Reino Unido. Chefe do escritório da companhia na Inglaterra, Bill Burkland acredita que a iniciativa teve um início promissor e ainda promete mais.

“Nos Estados Unidos, a Amazon Business teve bilhões de dólares de receita em seu primeiro ano. É um mercado em que os clientes empresariais podem vir e ter certeza de que, independentemente do que eles estiverem buscando para seus negócios, sempre haverá grande possibilidade de encontrar tudo na Amazon”, disse Burkland em entrevista ao portal Business Insider.

O mercado virtual conta com mais de 100 milhões de produtos em seu banco de dados e pode ser acessado por pessoas de qualquer país além dos Estados Unidos, da França e da Alemanha. “A exportação é uma grande parte do nosso negócio que é atraente para a comunidade do vendedor também”, completou o executivo. 

De olho no exemplo

Além do seu famoso braço de comércio online, a Amazon possui uma plataforma de streaming de vídeo, uma de música, serviços de livros de áudio e também de entregas de supermercado. Em meio a tantos produtos de sucesso, a Amazon Business pode se tornar maior que a ideia que originou a Amazon Web Services. 

Também chamado de AWS, o serviço gerou mais de US$ 12 bilhões em receita para a companhia em 2016 e, segundo Burkland, a Amazon Business pode seguir os passos desse irmão mais velho.  

Responsável pelo escritório no Reino Unido, o executivo não soube dizer quanto a empresa vem investindo em marketing para promover o segmento na região ou em outros países. Entretanto, completou dizendo que todos os esforços da companhia estão sendo direcionados para o desenvolvimento da plataforma e das estratégias de venda.