O YouTube vem adotando medidas agressivas contra a publicação de vídeos de extremismo político e religioso em sua plataforma. Nesta quarta-feira (2), a empresa liberou um balanço sobre a ação feita até então e anunciou alterações nas suas políticas. 

Desde junho, o YouTube dobrou o número de vídeos removidos por conta de seus conteúdos. Segundo a companhia, 75% dessas publicações foram deletadas sem que outras pessoas fizessem denúncias.

Elas foram todas detectadas através dos algoritmos instalados dentro do sistema capazes de identificar as principais características do vídeo e checar se elas vão contra as normas impostas pela plataforma.

“Embora essas metas não sejam perfeitas, em muitos dos casos, os nossos sistemas têm demonstrado uma maior precisão que os humanos”, explicou o YouTube através de um comunicado.

A principal mudança é que, a partir de agora, o YouTube começará a limitar o alcance de vídeos que possuem conteúdo polêmico relacionado a extremismo, mas que não violam suas diretrizes contra a prática de discurso de ódio.

Além disso, esses vídeos não poderão ser monetizados ou recomendados. As publicações também terão comentários, reações de espectadores e sugestões de vídeos relacionados desativados. Basicamente, o vídeo ficará publicado, mas escondido na plataforma.

Ainda não está claro que tipo de publicação será enquadrada nessa nova medida. A política do YouTube proíbe qualquer vídeo que promova violência ou ódio contra indivíduos ou grupos com base em certos atributos, como gênero ou etnia. Essa alteração será implementada inicialmente na plataforma para desktop. Segundo a empresa, a novidade chegará ao mobile pouco depois.

Além do uso de máquinas para coibir a prática proibida, a empresa fez parcerias com mais 15 empresas especializadas para ajudar na revisão do conteúdo extremista publicado, incluindo a Liga Antidifamação. O YouTube anunciou que pretende aumentar o número de parceiros para mais de 100 – hoje são em torno de 60.

“Nossos sistemas de aprendizagem de máquinas são mais rápidos e eficazes do que nunca”, disse a empresa em uma postagem em seu blog. O problema vem sendo combatido pelo YouTube diante da pressão de países da União Europeia e dos Estados Unidos, que lutam contra o terrorismo de forma ostensiva.