No ano passado, a Google teria oferecido cerca de US$ 30 bilhões para comprar a empresa de Evan Spiegel, a Snap  a mesma que hoje, num período pós-IPO, está lutando para se manter relevante para o mercado e encontrando maneiras novas de monetizar a plataforma.

As informações foram primeiro divulgadas pelo site Business Insider, que citou três diferentes fontes que confirmaram o assunto, mas foram apenas identificadas como pessoas próximas ao caso e funcionários da empresa.

É possível que os rumores sejam apenas provenientes de uma conversa informal, já que, ao ser contatada pela publicação, a Snap disse que "os rumores são falsos". O fato é que as ações da companhia de Spiegel aumentaram um pouco mais de 2% nesta quinta-feira (3) após a divulgação da notícia.

A oferta teria ocorrido em 2016, um pouco antes de a empresa conseguir US$ 20 bilhões em uma rodada de investimentos  onde também a gigante de Mountain View teria participado por meio do CapitalG, um fundo de private equity gerenciado pela Alphabet.

Além disso, sabe-se que, após o investimento que a Google fez na Snap, as empresas ficaram mais próximas. Eric Schmidt, chairman da gigante, se tornou uma espécie de conselheiro para Spiegel.

Do lado da Snap, a empresa assinou contrato com a Google no valor de US$ 2 bilhões para utilizar os serviços de cloud da companhia  US$ 400 milhões a cada ano, pelos próximos 5 anos, o que também torna a dona do Snapchat uma das maiores clientes da Google.

Prós e contras

Um possível acordo de aquisição poderia ser ótimo para a Google, uma vez que a empresa tentou emplacar no ramo das redes sociais, mas não obteve sucesso.

Apesar disso, é inegável que a Google sabe como ganhar dinheiro e, nesse sentido, poderia auxiliar a Snap na empreitada de monetizar a plataforma da melhor maneira.

Esses são os motivos pelos quais um acordo poderia ser interessante para ambos os lados. Mas a razão pela qual a aquisição poderia não dar certo é o próprio CEO da Snap.

Spiegel se orgulha de manter as operações da empresa bem longe da bolha do Vale do Silício, onde a Google mantém sua sede. Além disso, ele é um cara que não parece ser do tipo que toparia ter um chefe a quem se reportar ou alguém dizendo o que ele deveria fazer com a empresa que fundou  visto que ele tem uma política bem restrita até mesmo para funcionários, no sentido de não compartilhar informações sobre decisões importantes da companhia (ou qualquer informação que seja, diga-se de passagem).