Mesmo com o hard fork que aconteceu no início deste mês, a bitcoin mostrou que tem base sólida e apoio suficiente para continuar florescendo. Nesta semana, por exemplo, o preço da criptomoeda bateu a marca de US$ 3,2 mil, um crescimento de 16%, estabelecendo um novo recorde.

Analistas de mercado estão estudando, no momento, para onde o valor da moeda está caminhando. Alguns acreditam que o pote de ouro de bitcoins no fim do arco-íris estará valendo US$ 5 mil — ou até mais.

O analista da Standpoint Research, Ronnie Moas, crê que o preço da moeda chegará aos US$ 5 mil em 2018 (dentro de 5 meses a partir da data de hoje).

Em um documento de 12 páginas, o especialista explica como chegou a essa conclusão. A linha de pensamento aponta que uma parcela de um mercado avaliado em US$ 200 trilhões em ações, títulos, ouro e dinheiro acabará por encontrar a criptomoeda nos próximos 10 anos.

Ele também acredita que as moedas virtuais serão usadas em algum momento como um sistema de pagamento em mercados emergentes e, nesse ponto, as elas vão se estabelecer como ativos que os principais investidores vão sugerir a clientes. Como consequência, o valor de mercado da bitcoin vai aumentar 28 vezes, passando de US$ 56 bilhões para US$ 2 trilhões.

"Não me surpreenderia ver as criptomoedas representarem 4% dos ativos de investimentos globais", aponta Moas. E, antes que achem que ele está delirando, afirma que basta analisar o que aconteceu com a bitcoin nos últimos 5 anos. "As pessoas que investiram US$ 10 mil já fizeram US$ 1 milhão. Isso já aconteceu, e acho que vai acontecer de novo. Estamos no 15º minuto de um jogo de futebol de 90 minutos  e isso pode ir para os acréscimos".

O analista Tom Lee, da Fundtrat, por sua vez, compara a bitcoin ao ouro  ambos são recursos finitos e escassos. E nenhum deles possui uma utilidade em particular além do valor que o próprio mercado atribui a eles.

Por isso, Lee acredita que a bitcoin pode substituir o ouro. Isso acontecerá da seguinte forma, na visão do especialista: o valor da bitcoin atingirá um patamar entre US$ 20 mil e US$ 55 mil dentro dos próximos 5 anos  um aumento de 12 a 43 vezes em relação ao preço praticado atualmente, de acordo com relatório publicado por Lee.

À medida que o valor de mercado da criptomoeda aumenta, o analista acredita que bancos centrais começarão a comprá-lo, aumentando ainda mais o seu valor e acelerando a substituição do ouro. Só para se ter uma ideia, o valor de todo o ouro mundial é de cerca de US$ 7,6 trilhões nos preços atuais (cerca de 130 vezes o tamanho do mercado de bitcoins).

Outra previsão é da vice-presidente da divisão de segurança da Goldman Sachs, Sheba Jafari. Ela afirma que a bitcoin vai potencialmente atingir o valor de US$ 3,915 (cerca de 15% os preços atuais).

Sheba identificou quatro "ondas" de aumentos de preços de bitcoin ao longo dos últimos anos e acredita que uma quinta onda vai acontecer, eventualmente. Mas ela afirma que isso pode levar algum tempo ainda.

Por fim, temos a visão de Kay-Van Petersen, da Saxo Bank. Para ele, a administração de Trump pode realizar uma série de gastos que poderiam aumentar o dólar e a inflação dos EUA, forçando a Reserva Federal a aumentar as taxas de juros de forma agressiva. Como consequência disso, mercados emergentes  especialmente a China  teriam de buscar ativos alternativos não sujeitos às políticas monetárias do banco central.

E adivinha: quem entra como ativo alternativo nessa história? A bitcoin, claro. Em 10 anos, portanto, ela atingirá o valor de US$ 100 mil, ou um aumento de 3.483%, de acordo com o analista.