A Hewlett Packard Enterprise, mais conhecida como HP, vai enviar um computador à Estação Espacial Internacional (ISS) em um foguete da SpaceX. A viagem, programada como uma missão de reabastecimento da NASA, está marcada para a próxima segunda-feira (14).

O dispositivo foi batizado de “Spaceborne Computer”. O computador com sistema Linux foi projetado para operar durante 1 ano a bordo da estação.

A companhia e a NASA querem descobrir se o hardware de alta performance – que não foi modificado para a viagem – consegue sobreviver no espaço. A ideia é estudar o desempenho do dispositivo para, num futuro bem próximo, utilizá-lo nas próximas viagens tripuladas para Marte.  

Os computadores utilizados na ISS passam por um intenso de reforço, segundo o engenheiro Mark Fernandez, líder do projeto, em entrevista ao portal TechCrunch. Esse processo envolve extensas modificações de hardware feitas no dispositivo de computação de alto desempenho (HPC), que acaba trazendo custos, tempo e esforços adicionais. 

Além disso, a maioria dos computadores utilizados na ISS possuem tecnologias mais antigas do que as encontradas na Terra, por incrível que pareça. Sendo assim, tarefas mais avançadas de computação precisam ser deslocadas da estação para o planeta, segundo astronautas. Os cientistas enviam os dados para a Terra e obtêm os resultados pouco depois.

O sistema funciona, já que a troca de informações é quase instantânea por conta da proximidade entre a ISS e a Terra. Entretanto, quando se trata de viagens maiores, no caso a Marte, a comunicação entre as equipes e a base em casa pode levar até 20 minutos.

Um delay desse tamanho pode ser a diferença entre a vida e a morte no espaço. Se você já viu o filme “Perdido em Marte”, pode ter uma ideia disso. Coitado do Matt Damon, por sinal.

“Suponha que haja alguns cálculos críticos que precisam ser feitos na missão para Marte ou quando chegarmos ao planeta. Como lidar com essa demora? Nós realmente precisamos planejar com antecedência e garantir que essa capacidade computacional esteja disponível para eles”, explicou Fernandez.

Embora o objetivo em longo prazo seja tornar essa tecnologia útil em uma eventual missão para Marte, no curto prazo ela tem muito potencial para ajudar nas pesquisas conduzidas na ISS nos próximos anos.