O título da matéria é um tanto autoexplicativo, então vamos aos fatos. Há algumas aquisições que ocorreram nos últimos 5 anos no mundo da TI que pareciam um pouco estranhas, mas, no fim das contas, deram algum resultado.

O maior exemplo disso, senhoras e senhores, é o WhatsApp. Comprado em 2014 pelo Facebook, somente agora, depois de quase três anos, é que o acordo fez sentido e o aplicativo de mensagens mostrou que pode trazer retornos financeiros interessantes, com aposta no mercado corporativo.

Seguindo essa linha de pensamento, o TechCrunch fez um apanhado com algumas outras compras surpreendentes da tecnologia na última década, em ordem cronológica. Algumas aquisições foram realmente grandes, causaram impacto, e outras foram aparentemente aleatórias (alô Nokia-Microsoft). Confira.

1. Instagram

Em abril de 2012, o Facebook anunciou a compra da rede social de compartilhamento de imagens. Na época, a empresa de Mark Zuckerberg estava trabalhando em seu próprio aplicativo do tipo (que não deu muito certo, como vocês podem deduzir), então a compra do Instagram não foi lá tão surpreendente. Mas, há um porém nessa história toda, que é o montante que a rede social desembolsou pelo aplicativo: US$ 1 bilhão – algo grande por quem sequer tinha alguma receita para apresentar.

Valeu a pena (ê-ê). Na última divulgação de resultados, o Instagram bateu a marca de 700 milhões de usuários (bem acima dos 30 milhões que a rede já possuía na época do acordo), mas ainda não se sabe quanto de receita o app está produzindo atualmente.

2. Tumblr

Quem não se lembra quando Marissa Meyer, a então CEO da Yahoo, anunciou ao mundo que fechou a compra do Tumblr por impressionantes US$ 1,1 bilhão? Muitos dos usuários reclamaram, e a executiva prometeu que nada mudaria  inclusive o fundador do blog seria mantido, juntamente com todo o restante do operacional. O acordo traria para o Yahoo, na teoria, uma massa de usuários mais jovens que a empresa precisava para se fortalecer.

3. Waze

Sabemos que a Google poderia melhorar o seu serviço de mapas. A empresa também sabia disso e, depois de alguns meses em negociações, eis que a companhia anunciou a compra do Waze por US$ 1,1 bilhão. A notícia, no entanto, foi uma surpresa na época, porque analistas especulavam que no topo da lista de compradores do aplicativo estava o Facebook  a Google nem passava pela cabeça do mercado.

4. Twitch

Em agosto de 2013, a plataforma de streaming de vídeos poderia ser adquirida pela Google  ao menos essa era a aposta de analistas do mercado. Mas quem levou a rodada foi a Amazon, que comprou o site por US$ 1 bilhão. O serviço foi adicionado ao portfólio de entretenimento da gigante, junto com o Prime Music e o Prime Video.

5. Nokia

A Microsoft selou um acordo para adquirir a divisão de hardware da finlandesa por US$ 7,2 bilhões. As duas companhias já eram parceiras no desenvolvimento do Windows Phone, então o anúncio não foi exatamente algo repentino. Depois disso, a empresa de Bill Gates não apenas vendeu o negócios de feature phones da Nokia à Foxconn, como depois demitiu quase 2 mil pessoas da divisão de hardware de celulares (boa parte dos colaboradores dispensados era relacionada à aquisição da divisão finlandesa).

6. Deepmind

A startup especializada em inteligência artificial tinha uma nova casa: dentro da Google. A companhia foi comprada em janeiro de 2014 por US$ 500 milhões. Desde então, a empresa ganhou notoriedade depois que enfrentou (e venceu) o maior jogador de Go do mundo  um complexo jogo chinês que, diferentemente de jogos como xadrez, depende mais de intuição do que estratégias matemáticas para vencer.

7. Viber

Você pode ter sido um dos que usava o aplicativo, que tinha como principal recurso a possibilidade de permitir que usuários fizessem ligações gratuitas entre si, apenas usando a conexão com a internet. Em fevereiro de 2014, a Rakuten adquiriu a empresa por US$ 900 milhões.

Talvez o anúncio não tenha chamado tanta atenção, porque uma semana depois veio o Facebook para roubar os holofotes com a compra do WhatsApp. Mas, o app continua muito bem, obrigado. Hoje, o Viber possui 800 milhões de usuários, mas como não liberou mais informações sobre isso, não se sabe ao certo se ele está lado a lado da concorrência.

8. WhatsApp

O WhatsApp foi comprado pelo Facebook por quase US$ 22 bilhões. Quando o acordo foi confirmado, o aplicativo tinha 450 milhões de usuários ativos mensais  70% deles utilizavam o serviço diariamente. Em julho, o WhatsApp bateu a marca de 1 bilhão de usuários diários.

9. Oculus Rift

Uma das compras mais inusitadas da última década. A empresa foi adquirida pelo Facebook por US$ 2 bilhões. Na época, Mark Zuckerberg, CEO da rede social, afirmou que realidade virtual (a especializada da recém-adquirida startup) era o futuro. Mas, na verdade, a única coisa que realmente vimos nos últimos tempos com relação a isso (e que chamou bastante atenção) foi a entrada triunfal de Zuckerberg, durante uma apresentação na Mobile World Congress 2016, quando a companhia havia fechado uma parceria com a Samsung no campo da realidade virtual.

Na ocasião, o executivo passou por uma plateia cheia de pessoas que utilizavam o Gear VR e sequer viram Zuckerberg chegar. Fora isso, ainda estamos esperando para que a tecnologia seja aperfeiçoada e massificada. Além do FB, outras gigantes da tecnologia, como HTC, Intel, Qualcomm e Google, estão apostando na área.

10. EMC

Em outubro de 2015, a Dell anunciou a compra da EMC pelo valor de US$ 67 bilhões  considerada a maior aquisição de todos os tempos no mundo da tecnologia. Se você se surpreendeu não apenas com o montante, mas também com a fusão das empresas, não foi o único: Adrian McDonald, presidente da EMC para Europa, Oriente Médio e África disse que a oferta veio de supetão, já que a companhia não estava procurando por um comprador. Quem pode, pode, não é mesmo?

11. LinkedIn

Outra compra inusitada que ocorreu nos últimos tempos: a rede social corporativa foi adquirida pela Microsoft por US$ 26,2 bilhões. Apesar disso, a aquisição fez total sentido, visto que a gigante de Redmond estava gradualmente construindo a sua estratégia com foco em mídia depois da compra da Yammer, por US$ 1,2 bilhão em 2012.

12. Uber China

Didi Chuxing concordou em adquirir a operação da sua rival do aplicativo de compartilhamento de caronas Uber China por US$ 35 milhões. Conhecida anteriormente como a Uber chinesa, a Didi foi cogitada para preencher o posto de segunda startup mais valiosa do país.

13. AppDynamics

Por essa o mercado também não esperava. A Cisco anunciou a compra da AppDynamics por US$ 3,7 bilhões, e a informação foi chocante especialmente porque aconteceu dias depois de a companhia anunciar a previsão para seu IPO. A jogada, no entanto, foi estrategicamente pensada com foco em dados.

14. Whole Foods

Por fim (e, com-toda-certeza-do-mundo, não menos importante), está a Amazon, com a aquisição da Whole Foods pelo valor de US$ 13,7 bilhões. O acordo, finalizado agora em agosto, tinha como objetivo acelerar a penetração da gigante do varejo no ramo dos alimentos  batendo de frente com outras grandes empresas como Walmart, Costco e Target.