A Microsoft vai desistir de vender o Skype for Business como sua principal plataforma de troca de mensagens corporativas. A ferramenta, em breve, será substituída pelo Teams. A aplicação, que é considerada pela empresa o mais novo hub para trabalho em equipes do Office 365, é a última cartada que a Microsoft deu para concorrer diretamente com o Slack. Com o movimento, o Teams ganha capacidades de voz e vídeo que são encontradas no Skype.

"O Microsoft Teams irá evoluir para [a posição de] principal cliente de comunicações", afirmou Ron Markezich, vice-presidente corporativo da Microsoft Office 365, em uma conferência de imprensa realizada durante o Ignite, evento anual voltado para executivos do setor de tecnologia.

Apesar disso, a Microsoft planeja manter o suporte ao Skype for Business, especialmente para clientes que rodam o software em seus próprios data centers. Mas a expectativa é de que clientes assinantes do Office 365 migrem para a nova proposta.

Evolução

Uma ideia da Microsoft é unir, em um único lugar, como ferramentas para uma empresa capaz de comunicar. Anteriormente, o trabalho era realizado pelo Skype para Negócios, em conjunto com o Yammer, uma aplicação que permite que membros de uma equipe possam visualizar com mais facilidade como cada trabalho está sendo desenvolvido.

A estratégia funcionou muito bem até que o Slack ganhou o coração de empresas (especialmente startups), tornando o mercado de aplicações para colaboração corporativa mais competitivo.

A startup conseguiu ultrapassar a receita de US$ 100 milhões em três anos de existência e mostrou que não tem medo da concorrência (só para constar, o Slack hoje é avaliado em US$ 5 bilhões). No final do ano passado, inclusive, a companhia comprou uma página inteirinha do The New York Times para dar as boas-vindas ao Teams, da Microsoft.

Dentre as características do Slack que tornam a empresa única, de acordo com essa carta aberta, estariam “ter uma plataforma aberta e integrada” (na época, a empresa possuía 750 apps integrados), e trabalhar de acordo com as necessidades de clientes (a base da empresa atualmente conta com 1 milhão de usuários ativos por dia).

Na época da carta, Markezich havia afirmado que “pequenas empresas vêm e vão”, apontando que possivelmente esse era apenas o começo de uma longa batalha. E, já que o Slack não foi, esse é o momento propício para aumentar as apostas.

Apesar de ainda ser líder no mercado, com 36.8% de market share, de acordo com dados da IDC, a Microsoft parece estar bem incomodada com o crescimento da rival (que conseguiu conquistar 5,3% do mercado) e determinada a não deixar que sua concorrência cresça.

Como gostamos de uma boa briga, vamos pegar a pipoca.