“Nothing but the truth”


Executivos de Facebook, Google e Twitter se apresentaram ao Congresso americano ontem. Esta foi a primeira de três audiências nas quais as gigantes terão de explicar como entidades internacionais russas compraram anúncios em suas plataformas. Muita gente acredita que, por conta dos ads, as eleições de 2016 nos EUA tiveram o resultado que tiveram. Eles fizeram juramento e tudo. A parada ficou séria, mas não o suficiente para que algum dos CEOs das três companhias desse seu rosto à tapa. Foram executivos das empresas que responderam às perguntas do Congresso.
 

Jogando a real

O grande objetivo é descobrir se as redes sociais e o buscador tinham qualquer maneira de prevenir a atuação desses ~bad actors~. Pelo que ficou parecendo hoje, não, não tinham. O congresso perguntou: "como um serviço tão sofisticado quanto o Facebook poderia deixar de notar que anunciantes estavam pagando por anúncios em rublos (a moeda russa)? O FB respondeu: "nós não notamos alguns sinais". Tipo a notícia falsa que dizia que Hillary Clinton era rejeitada por 69% dos veteranos de guerra, paga em moeda russa.

As três empresas reconheceram  as atividades russas e se comprometeram a melhorar sua investigação sobre anunciantes e intervir quando for necessário.

Horas mais tarde...

O Facebook anunciou que teve um Q3 lindo, batendo todas as expectativas de Wall Street. O número de usuários ativos na plataforma cresceu 50 milhões, chegando a 1,37 fucking bilhão de humanos que checam suas timelines todo-santo-dia. A receita superou os US$ 10 bilhões pela primeira vez na história da rede social. Quase todo o dinheiro que o FB faz, diga-se de passagem, vem de anúncios.
 

O elefante russo na sala

Durante a divulgação do report, Mark Zuckerberg tocou na ferida e disse que o lucro da empresa deve cair no próximo trimestre. Isso porque a empresa vem aumentando seus investimentos em segurança para que a situação-Rússia-quer-Donald-Trump não se repita. Até o final de 2018, a rede social planeja contratar mais 10 mil pessoas para a área de segurança do conteúdo divulgado na plataforma.

Os brasileiros pedem: um pouco antes de outubro, por favor?

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