Ao que parece, os planos da Disney para o seu próprio serviço de streaming estão começando a tomar forma e as novidades podem não ser nada boas para sua ex-parceira, a Netflix. Além de já ter anunciado que vai retirar seu conteúdo da plataforma de Reed Hastings no futuro próximo, a dona da Disney agora revelou que o preço do seu serviço deve ser menor que o cobrado atualmente pela criadora de Stranger Things.

Essa informação foi revelada por Robert Iger, o chefão da Disney, durante uma conferência da empresa com investidores. Mas não se engane achando que o CEO tem um bom coração e que ele quer deixar o produto o mais acessível possível para todos: a parada aqui é estratégia de negócios. Para começar, um valor mais baixo na mensalidade faz todo sentido para atrair os consumidores em um primeiro momento. Mesmo tendo uma marca grande por trás, um precinho camarada pode fazer toda a diferença.

Além disso, é mais fácil migrar de uma plataforma de streaming para outra se o peso na carteira for menor, certo? A “desculpa” oficial de Iger para essa decisão, no entanto, é outra (e tem sua lógica): temos menos volume de conteúdo que a Netflix, então vamos cobrar menos. Mesmo assim, ele fez questão de frisar que o acervo, apesar de menor, é de altíssima qualidade por conta das marcas, franquias e parceiros que estarão nele.

Depois que o serviço juntar uma boa base de usuários, porém, a ideia é que o preço acompanhe o aumento no número de vídeos disponibilizados no portal. Ofertas especiais para clientes com cartão de crédito da Disney, acesso a material exclusivo da Marvel e de Star Wars (entre outras IPs da casa) e outros agradinhos não anunciados devem completar o pacote e fazer o negócio valer a pena – mesmo que ele fique mais caro.

A gigante do entretenimento tem outras cartas na manga

Tudo isso, no entanto, deve demorar um pouco para acontecer, já que o contrato da Disney com a Netflix segue firme e forte até o final de 2019. Porém, não é como se a gigante do entretenimento não tivesse outras cartas na manga. Sua plataforma online da ESPN será lançada no ano que vem e tem tudo para conquistar o público. Afinal, a falta de conteúdo esportivo é a kriptonita dos serviços de streaming e o que segura ainda muita gente nos canais de TV tradicionais. A disputa no setor promete ser muito boa nos próximos anos.