Tudo indica que não foi só o PayPal e o Mercado Livre que se destacaram na Black Friday brasileira ou fecharam o período com ótimos números. Um relatório do grupo Netshoes – dono das marcas Netshoes, Zattini e shoestock – mostrou que o sucesso da data comercial por aqui não se apoiou só na venda de celulares, televisores e outros eletrônicos: tênis, roupas e artigos esportivos também ajudaram a movimentar o evento. O mais interessante? As compras vêm cada vez mais das plataformas mobile.

Durante a data promocional – que, além da sexta-feira, foi estendida pelo sábado e domingo –, 65% das visitas ao e-commerce da própria Netshoes foram feitos por dispositivos móveis. Em 2016, esse número era de 50%. A história se repetiu nas outras lojas virtuais da companhia, cada uma da sua própria forma. Na Zattini, por exemplo, houve crescimento do ano passado para este, mas de apenas 6 pontos percentuais – totalizando 56% de todas as visitas ao site.

Na shoestock, por sua vez, os números acabaram superando mesmo as expectativas mais otimistas: a maioria esmagadora dos acessos foi feita pelo mobile, uma taxa de 79% de todo o público do canal. Independentemente disso, não é como se essa migração dos consumidores, do desktop para o ambiente móvel, fosse uma surpresa para a Netshoes. Afinal, a empresa vem apostando há tempos suas fichas nos aplicativos da casa – crentes que a praticidade da plataforma tem tudo para atrair mais clientes e vendas.

“Realizamos investimentos constantes na experiência do cliente, principalmente de olho nesse crescimento mobile. Com o consumidor cada vez mais empoderado, os dispositivos móveis ganham força numa data promocional como a Black Friday”, explica Gabriela Garcia, Chief Business Transformation Officer da Netshoes. Some a isso projetos como o Navegue Grátis, que oferece navegação sem consumo de dados nos sites do grupo, e o resultado são os números de acessos mobile – dentro e fora dos apps – que você pôde conferir acima.

Mais números? Então toma!

Não estamos falando de uma Amazon da vida, que fez seu CEO finalmente chegar à uma fortuna de US$ 100 bilhões durante a Black Friday americana, mas a Netshoes não fez feio por estas bandas. Segundo os números divulgados pela própria empresa, o número de pedidos feitos nas lojas do grupo cresceu dois dígitos em relação a 2016, chegando a um pico de 100 mil pedidos num único dia – com a companhia chegando a anotar 40 mil compras somente nas dez primeiras horas do evento.

Em relação ao perfil do consumidor, o resultado das marcas Netshoes e Zattini se aproximaram bastante do que foi traçado de forma mais geral pelo PayPal em um estudo particular. A maioria dos acessos da dupla foi feita por usuários de 25 a 35 anos, além de ambas verem seu público feminino crescer em comparação a 2016. A shoestock, mais uma vez, destoa das irmãs ao concentrar um público composto quase que exclusivamente de mulheres (90%) e na faixa dos 45 a 55 anos.

E aí, você ajudou a construir esses números para o grupo Netshoes ou gastou todo o 13º com eletrônicos mesmo? Como foi a sua experiência com as lojas da empresa? Deixe a sua opinião mais abaixo, na seção de comentários.

Netshoes aposta no mobile para crescer (bem) na Black Friday brasileira via TecMundo