Ontem, a Venezuela se tornou o primeiro país a abraçar o criptomundo e anunciar oficialmente o lançamento de uma moeda digital para chamar de sua. Batizado de petro, o crypto asset terá seu preço atrelado ao valor do barril do petróleo venezuelano (hoje na casa dos USD 60). A pré-venda começou na segunda, à meia-noite. Sgundo o presidente Nicolás Maduro, foi um estouro: somou USD 735 milhões em intenções de compra.

 

WTF?!

Partir para as moedas virtuais foi a maneira que o governo encontrou para tentar reerguer a economia do país, que vive um momento de filme de terror. Estamos falando de uma inflação de quatro dígitos, que levou lá para cima de itens de primeira necessidade, como remédios e comida. Esse cenário apocalíptico fez com que centenas de milhares de venezuelanos fizessem as malas e mandassem um adiós à sua terra Natal.

Tem também a treta com os EUA. A gestão de Donald Trump aplicou uma porção de sanções ao país, dentre elas proibiu que o mercado de lá negociasse qualquer tipo de papel da Venezuela. Óbvio que o fato foi citado por Maduro no lançamento da petro: "uma criptomoeda para pegar o Superman".

 

Página do site da criptomoedaPágina do site da criptomoeda

Agora vem aquele "mas"

Para alguns analistas (pelo menos estes questionados pelo NYTimes) o investimento não parece coisa boa não. Começa pelo fato de a relação entre o preço da petro e o barril de petróleo ainda ter sido explicada tintin por tintin, o que fez muito investidor colocar a mão no queixo e dizer que não, não confia. Tem mais.

O Tesouro americano já mandou uma notification dizendo que investir na moeda digital pode ser enquadrado como um investimento no governo venezuela. Ou seja: não, não vai rolar. E não acaba aí. Em abril, vai ter eleição na Venezuela e Maduro vai concorrer para manter presidência. Daí tem muito especialista achando que se trata de uma medida desesperada para criar alguma sensação na população de que há esperança para colocar em ordem as finanças.

O total de petros emitidas será de 100 milhões. 44% já foram colocados na pré-venda e serão oferecidos numa oferta pública inicial. O restante será dividido entre vendas privadas e o órgão das criptomoedas da Venezuela.

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