Nada de Vale do Silício. É na Nova Zelândia que o próximo e ambicioso plano do cofundador do Google, Larry Page, está ganhando asas. Asas, não. Hélices. O criador do buscador é um dos nomes por trás de uma empresa que desenvolve táxis aéreos e autônomos. É isso mesmo o que você pensou: enquanto os carros sem motoristas ainda não chegam oficialmente às ruas , Page já está levando a parada para os céus.

Hello, Kitty (repare a vírgula)

Chamada de Kitty Hawk, a startup por trás da tecnologia é dirigida por Sebastian Thrun, um dos caras que deu início à unidade de self-driving cars do próprio Google, que mais tarde viria a se chamar Waymo. Não só isso, mas o negócio está debaixo do guarda-chuva de uma outra companhia, a Zephyr, que tem como CEO Fred Reid, ex-CEO da Virgin America, da Delta Airlines e da Lufthansa Airlines. Pense num time preparado. A missão deles e de Page é colocar nos céus uma rede de táxis autônomos, assim como a divisão da Uber, a Elevate, planeja fazer - só que muito antes de a e-hailing conseguir colocar as asinhas de fora.

Vale do Silício quem?

Ontem, a primeira-ministra da Nova Zelândia anunciou que aviões autônomos estão em processo de ganhar certificação oficial do país. O objetivo é fazer com que os veículos à la mundo dos Jetsons sejam uma realidade por lá em até três anos. A escolha pelo país, aliás, não é por acaso. Nos Estados Unidos, um projeto assim demoraria um bocado para ser aprovado pelos órgãos reguladores, em especial pela Administração Federal de Aviação. Fora isso, tem o fato de que os padrões de segurança seguidos pelos órgãos da NZ são muito bem vistos pelo mundo, ao contrário do que acontece em outros locais que já permitem aviões não tripulados no Oriente Médio e na África. Assim, seria mais fácil aprovar as regras na Nova Zelândia e usá-las como modelo para o resto do mundo.

Do lado do país, fica o mérito de ter voado na frente de alguns dos maiores pólos da tecnologia autônoma. E também o orgulho de estar uma braçada mais perto de cumprir um de seus objetivo traçados para 2050: se tornar uma nação carbon zero. E, veja, só, os veículos desenvolvidos pela Kitty Hawk são totalmente elétricos.

Já se foi o táxi voador?

Desenvolver táxis aéreos é um plano que já foi abraçado por várias empresas do setor aéreo. A Boeing chegou a comprar a Aurora Flight Sciences e a Airbus injetou capital na startup novaiorquina Blade. Ambas com projetos de colocar veículos autônomos no ar. Tem também a Elevate Uber, que anunciou que deve começar a testar suas aeronaves, batizadas de uberAIR, em 2020.

Se depois de ler tudo isso, a única coisa em que você pensou foi "como diabos esse rolê vai funcionar?", a gente achou um vídeo explicativo. Vídeo explicativo. Se o que você pensou foi "vai ser difícil chamar um negócio desses no meio da rua, quando a bateria do celular acabar"... é, você é dos nossos.

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