Os investidores da Alphabet enxergam o Google Maps como uma das oportunidades mais subestimadas de toda a companhia. Em Wall Street, a opinião é a mesma, com um analista do Morgan Stanley afirmando que o serviço é o "most under-monetized" asset que ele já cobriu. Ouro nas mãos da dona do Google, certo? Pois é, mas foi com essa frase aí de cima (a do título) que um dos voluntários que ajuda a verificar as informações da plataforma descreveu o serviço, numa matéria da CNBC. Resumindo em uma frase: o número de reviews falsas e de lugares que sequer existem está aumentando no Google Maps – e a empresa, segundo voluntários, tem feito muito pouco para resolver o problema.

Compra-se opiniões (mas só positivas)

Os motivos pelos quais o pessoal escreve reviews falsas no serviço são vários. Vão desde querer melhorar as críticas sobre as suas empresas até sabotar um competidor. Já a listagem de companhias que não existem pode ter outros motivos. Um dos apontados pela matéria é para pegar infos e vender depois. Imagine que você liga para uma oficina mecânica que aparece perto de você, no Maps. Daí atende uma tal de Mirthes, que começa a pedir um monte de dados seus. Mirthes não trabalha numa oficina mecânica, ela quer apenas seus dados. Então, você chega no endereço da oficina e pá, é um prédio residencial.

A coisa tomou uma proporção que virou até negócio: uma verdadeira indústria que vendem reviews falsas circula pelo Facebook e outras plataformas. O problema é que isso prejudica tanto os usuários, que confiam no Maps para buscar informações, quanto os empresários honestos, que não usam táticas enganosas para melhorar suas avaliações.

People against fake reviews

O Google conta com um verdadeiro exército de voluntários que ajudam a averiguar se os estabelecimentos no Maps existem mesmo e a checar se as reviews publicadas sobre eles são honestas. A galera mais engajada nesse trampo ganha o selo de "Top Contributors." Três deles afirmaram à CNBC que o número de infos fake aumentou significantemente ao longo do último ano. Disseram também que se sentem frustrados pelo fato de o Google não desenvolver um método mais fácil para que os spams sejam encontrados. É que existem maneiras relativamente simples para identificar pelo menos uma parcela das publicações e listagens falsas.

A matéria dá um exemplo: um usuário cujo nome seria Nick Edwards, que deu 5 Estrelas a uma empresa (falsa) que faz reparos em portas de garagem, localizada em São Francisco. Esse mesmo cara postou uma review de um personal trainner, no Texas, consertou um ar-condicionado na Flórida, procurou ajuda de um advogado no Michigan e contratou uma empresa para arrumar o chão do banheiro, no Canadá. Mesmo que o mais improvável seja verdade (vai que é um sujeito com uma vida maluca mesmo), reviews feitas por esse usuário deveriam acender, ao menos, um alerta amarelo para o Google. A gigante de tech diz que vive uma "corrida constante contra os spammers de empresas" e que investiu pesado para fazer com que os usuários sinalizem problemas.

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