R$ 250 milhões

A quantidade de dinheiros que a Uber vai investir em um centro de pesquisa e desenvolvimento para segurança no Brasil. Com o aumento de corridas pagas em dinheiro — principalmente, na América Latina — a companhia pretende tornar as viagens mais tranquilas para motoristas e passageiros. Além, claro, de diminuir as perdas em incidentes (AKA calotes e roubos). O investimento será aplicado ao longo dos próximos cinco anos e a ride hailing espera formar um time de 150 especialistas baseados em São Paulo, para atuar na empreitada. A iniciativa do CEO, Dara Khosrowshahi, tem motivo: a terra da garoa é líder global no número de corridas pelo app e o Brasil já é o segundo mercado mais importante para a Uber, atrás apenas dos EUA. O tal centro inicia suas atividades até o fim deste ano e deve criar novas formas de confirmação de identidade dos usuários, por exemplo. Outra medida que promete ser adotada por aqui é o uso de inteligência artificial para bloquear corridas com alto potencial de risco. É que, em casos assim, além de não receber por viagens mal sucedidas, a plataforma ainda perde credibilidade entre os motoristas. Enquanto se prepara para o projeto IPO-2019, a ride railing não quer embarcar em nenhuma carona bad feelings.

 

5

O número de 0’s a menos que a nova moeda lançada pela Venezuela tem, em relação à anterior. O Bolívar Soberano vem como uma medida do governo para resolver a hiperinflação do país, que passou dos 2.616% ano passado. Estamos falando do maior índice de preços ao consumidor do mundo. A diferença da “soberana” é que seu valor será indexado ao da petro, que não é petróleo, mas uma criptomoeda apresentada ano passado, que é apoiada pelas reservas (agora sim) de petróleo da Venezuela. Pelo menos essa foi a promessa do presidente Nicolás Maduro. A nova currency, porém, deve seguir com a desvalorização da antiga. A Assembleia Nacional estima que o preço da nota mais alta feche nos USD 6 até o final deste mês. No final do ano, deve chegar aos 20 cents. A notícia ruim mesmo vai para os venezuelanos que dirigem. É que, semana passada, o governo anunciou que a gasolina começará a ser vendida pelo mesmo preço do mercado internacional. O aumento do combustível, assim, deve bater 10.000%. Lembrando que a gasosa estava entre os poucos produtos que a população podia comprar com alguma dignidade: o litro comum custa 1 bolívar (R$ 0,000016). Para dar uma ideia, pelo atual preço de um cafézinho no país, dava para comprar 3 mil litros de gasolina. Tenso? Tenso. 



USD 3,2 bilhões

O valor que a PepsiCo desembolsou (paywall) para comprar a SodaStream. A empresa israelense é fabricante de um aparelhinho capaz de transformar qualquer bebida em gaseificada, por um processo natural. Essa aquisição mostra que a dona do refrigerante pretende seguir no caminho “health conscious soda”, traçado pela CEO Indra Nooyi. Sob sua gestão, a companhia se jogou forte no lance vida saudável: lançou a linha Tropicana Essentials Probiotics, um blend de sucos com nenhuma adição de açúcar, a marca de hummus Sabra e os cereais Quaker Breakfast Flats. A aposta vem pagando: no Q4 do ano passado, os resultados bateram as expectativas dos analistas - tudo isso num momento em que as vendas de refri vivem sua maior baixa em 31 anos. A estratégia da PepsiCo é parecida com a da Coca-Cola que, dias atrás mesmo, anunciou a compra de uma participação minoritária na BodyArmor, que fabrica uma bebida esportiva à la Gatorade (que é da PepsiCo, btw), chancelada pela estrela do basquete Kobe Bryant. Ou seja, a regra do jogo para as duas rivais é: go healthy or die trying. Há 12 anos ocupando a cadeira de chefona, Nooyi pretende deixar o cargo em outubro, já com um sucessor na manga, Ramon Laguarta.

Fun fact: a compra da SodaStream é a última aquisição de um hit criado em Israel, desde que a Intel pagou USD 15,3 bilhões pela Mobileye, ano passado. Um dos membros dessa equipe já se entupiu de energético feito na SodaStream, mas passa bem. 

14 dias

O tempo que se passou desde que Elon Musk resolveu tuítar que considerava tornar a Tesla uma empresa privada. E o repercute da história continua. Ontem, o JP Morgan emitiu uma declaração sobre a sua interpretação dos fatos. Acontece que, assim que Musk apertou “send” no tuíte, o mercado fez o que o mercado sempre faz: se desesperou. As ações da Tesla subiram, daí a SEC abriu uma investigação e os papéis caíram, teve textão para todo lado e muito xingamento aos short sellers (quem aposta na queda dos papéis da montadora). Para tentar controlar a história, Musk publicou um post no blog da própria companhia dizendo que a ideia da privatização não era algo que ele tinha pensado da noite para o dia. Disse que estava em conversas avançadas com o Fundo Soberano da Arábia Saudita, que teria pedido mais informações para participar da operação. Mas a publicação não foi vista com tanto otimismo pelo JP Morgan. Segundo o banco de investimentos, o texto de Musk mostra que não havia nenhum financiamento garantido por parte do fundo árabe, nem qualquer proposta formal para  participar da privatização. Resultado: a instituição financeira cortou sua meta de preço para as ações da Tesla em dezembro. Foram de US $ 308 para US $ 195, uma queda de 36% ante o fechamento de sexta-feira.

120

O número de horas por semana que Elon Musk vem trabalhando. Sem férias desde 2001, quando teve de se recuperar de um diagnóstico de malária, o executivo mostrou, numa entrevista ao The New York Times, que a vida não anda nada glamourosa. No fatídico dia em que fez o tuíte que gerou toda essa movimentação do mercado, sobre o qual falamos acima, o CEO estava a caminho do aeroporto. Determinou que compraria a participação de investidores que estivessem interessados em sair do negócio por USD 420/ação, só porque “parecia um carma melhor do que USD 419”. Muita gente achou que Musk estava sob efeito de drogas por conta dos números escolhidos. “Eu não estava chapado. Maconha não é boa para a produtividade.” O único tipo de fármaco que ele diz tomar é Ambien, um remédio para dormir. “É quase sempre escolher entre Ambien e não dormir.” Depois de anos tornando seu nome um dos mais celebrados da tecnologia, diz que não houve nenhum período que se comparasse a 2017 / 2018. “Este último ano foi o mais difícil e doloroso ano da minha carreira. Foi angustiante.” Todo esse estresse se deve em grande parte aos short sellers. Musk disse que esses investidores estão “desesperadamente rebaixando a narrativa, o que pode resultar na destruição da Tesla.” O esforço em mudar as opiniões dos pessimistas e ajustar a produção da montadora soam homéricos na voz do CEO. Passou seu aniversário, em junho, trabalhando noite adentro. No casamento do seu irmão, do qual foi padrinho, chegou duas horas antes da cerimônia e voltou para o HQ da Tesla assim que os votos foram feitos. Na entrevista, negou que o board da companhia esteja procurando um novo CEO ou um número 2, para dividir o trabalho. “Se você conhece alguém que pode fazer um trabalho melhor, por favor, me avise.” Afirmou ainda que não se arrepende do tuíte do dia 7 de agosto e que não tem planos de abandonar a rede social - apesar de alguns membros do conselho terem pedido para que ele deixasse os 140 caracteres de lado por um tempo.

BTW: essa entrevista para o NYT fez com que Arianna Huffington, a fundadora do Huffington Post, escrevesse uma carta aberta ao empreendedor, pedindo, basicamente, para ele pegar leve.

 

38

O número de vezes que o álbum The Eagles - Their Greatest Hits 1971-1975 foi certificado como platina, pela Recording Industry Association of America (RIAA). Contabilizando o número de cópias vendidas e baixadas no streaming, a banda californiana, assim, destronou Thriller, de Michael Jackson, e se tornou a dona do disco mais vendido de todos os tempos nos EUA. O álbum do rei do pop recebeu o certificado de platina 33 vezes. O fato é importante, ainda mais porque Hotel California, o maior hit do grupo, nem entra no compilado, uma vez que a música foi lançada somente em 1977.