Pronto pra outra

Se tem um CEO sobre o qual todo o mundo quer ouvir falar (e que bate ponto aqui esta news que vos informa), esse chefe é Elon Musk. Para os que estavam com saudades de uma entrevista mais longa do fundador da Tesla, a Recode acabou de publicar uma entrevista de quase 80 minutos com menino Elon.


Teve notícia boa

Começamos o resumo informando que a vida Mr. Musk está melhor do que na época da entrevista para o NY Times, em que ele classificava 2018 como o ano mais excruciante da sua vida. Segundo ele, ainda há bastante trabalho a ser feito, mas já não há aquela urgência de sacrificar tudo em nome da produtividade. “ Provavelmente, poderíamos fazer 6,000, talvez 6,500 Model 3 por semana, mas isso estressaria as pessoas além da conta e ainda acarretaria em muitas horas de trabalho”.

Teve justificativa

Sobre toda a novela de tornar a Tesla pública ou não, Musk mantém a posição de que, apesar de não ter dado certo, o plano seria válido por dar mais paz de espírito à diretoria da empresa, que não teria que se preocupar com os altos e baixos dos papéis: “Cada erro que cometemos é amplificado”.

Teve momento tenso

Foi quando Kara Swisher, do Recode, perguntou sobre como ele se sentia com toda a questão envolvendo a Arábia Saudita. O país, que injetou bilhões não só na Tesla, como em boa parte das startups localizadas no Vale, está enfrentando críticas pesadas desde que um jornalista do Washington Post foi morto, colocando em evidência o regime autoritário do local. Musk foi curto e grosso ao dizer que atualmente, não teria aceitado o dinheiro vindo de lá. Mas que é importante não estigmatizar toda uma população por conta do governo.

Teve mea culpa

Passado o momento mais hard, todo o resto da conversa foi bem tranquilo. Musk admitiu que “não deveria ter tuitado algumas coisas que tuitei [..] E provavelmente não deveria ter me enfiado em algumas brigas onlines nas quais eu participei”. Mas, calma, nação gorjeante. O tech boss não tem o menor desejo de sair da rede social, que para ele é uma forma de mostrar “seu jeitinho” ao mundo: “Algumas pessoas usam seu cabelo para se expressarem. Eu uso o Twitter”.


E teve shade, claro.

Primeiro, com as montadoras que apostam em self-driving cars: “Acredito que ninguém é capaz de obter uma solução generalizada antes de Tesla.”. E  depois, surpreendentemente, para o setor de scooters elétricas, que anda bombando pela Califórnia. Quando perguntado se a Tesla poderia entrar nesse mercado, Musk disse que, por ele, a empresa não investiria nesse setor pois (o trecho merece ficar no original) "It lacks dignity". Tiago, nosso repórter que quase bateu a cara no asfalto ao tentar pilotar um patine quando esteve nas gringas, concorda.

Foto: The Summit 2013 - Picture by Dan Taylor / Heisenberg Media 

Um tête-à-tête com Elon Musk via The Brief