The power of love

Há uma distância de horas, senão minutos entre ficar solteiro e baixar um aplicativo de relacionamentos, como o Tinder. A mecânica de deslizar para selecionar é simples e vai direto ao ponto, fazendo com que o app ganhasse fama de melhor companheiro de quem procura um certo alguém, que desperte um sentimento e coisa e tal. Não à toa, no último trimestre, o serviço bateu a marca de 4 milhões de assinantes. Só que, apesar do sucesso, o Tindão da massa nunca completou sua missão original: ajudar seres humanos a encontrarem suas almas gêmeas (carne e unha, aquela coisa toda).


Diga que valeu

Enquanto sempre sonhou em ser um encontro romântico, em restaurante chique, com luar no céu e saxofonista tocando Kenny G, o Tinder fez sucesso mesmo com a galera fast-food, micareta, Chiclete com Banana na veia, ninguém é de ninguém, festa no apê e por aí vai. O lance dos fast dates deu tão certo que, em 2018, o aplicativo deve ser responsável por uma receita de USD 800 milhões para o Match Group — a companhia é dedicada ao ~amor nos tempos do swipe~.

Não é você, sou eu

Acontece que estratégia de relacionamentos duradouros é um tiro no pé do aplicativo. Afinal de contas, a primeira coisa que uma pessoa “em um relacionamento sério” faz é, bem, deletar o aplicativo. Reza a lenda que, depois, só depois, ela muda seu status no Facebook e outras redes sociais. Assumindo que não dava para agradar a todos, o Tinder abraçou a causa de quem está com menos de 20 anos, é solteiro e não tem planos de mudar o status. Para isso, criou uma campanha para tornar o single lifestyle um sonho de consumo. "Single, not sorry" e "Single is a terrible thing to waste" são algumas das mensagens que aparecem nos anúncios da marca veiculados nos EUA.

Em seu blog institucional , todos os conteúdos direcionados para quem queria mais do que um casinho aleatório desapareceram da timeline. A vibe agora é oferecer uma mão amiga para quem deseja um casinho aleatório e nada mais.  Mas se você acha que o Grupo dos Matchs vai perder uma parcela do público sem fazer nada, swipe left para você.

Ninguém é de ninguém

Enquanto promove o singles way of life, a Match também copia a estratégia de seus usuários solteiros por opção. Traduzindo: distribuir os ovos em todas as cestas possíveis. E é por isso que a companhia comprou boa parte das ações do Hinge, app que é voltado para quem está cansado de relacionamentos efêmeros. Sim, aquela galera que tem seus 20 e poucos anos, mas já cansou da vida de 1% vagabundo. A plataforma tem usabilidade e visual mais sóbrios para incentivar papos mais cabeça, coisa mais Roberto Carlos do que Wando. Uma galera que, segundo a própria CEO do Match, Mandy Ginsberg, andava “desassistida”.

Quer ficar comigo?

A estratégia de criar uma solução para um público nichado não é nenhuma novidade para o Match Group. Que, só para citar alguns exemplos, tem serviços personalizados para pessoas solteiras com filhos, evangélicas, que se enquadram no movimento LGBT ou acima dos 50 anos. A principal questão é saber se os usuários do Tinder que foram jogados para escanteio (percentual que, em 2015, representava cerca de 45% da audiência) vão dar uma nova chance nessa relação ou procurar conforto nos braços da concorrência. Como o Bumble. O app criado por uma ex-funcionária do MG e que levantou quase USD 900 milhões em seu IPO, pode aproveitar a chance e oferecer um ombro amigo a quem tomou a bota tecnológica.

 

The power of love

Há uma distância de horas, senão minutos entre ficar solteiro e baixar um aplicativo de relacionamentos, como o Tinder. A mecânica de deslizar para selecionar é simples e vai direto ao ponto, fazendo com que o app ganhasse fama de melhor companheiro de quem procura um certo alguém, que desperte um sentimento e coisa e tal. Não à toa, no último trimestre, o serviço bateu a marca de 4 milhões de assinantes. Só que, apesar do sucesso, o Tindão da massa nunca completou sua missão original: ajudar seres humanos a encontrarem suas almas gêmeas (carne e unha, aquela coisa toda).

 

Diga que valeu

Enquanto sempre sonhou em ser um encontro romântico, em restaurante chique, com luar no céu e saxofonista tocando Kenny G, o Tinder fez sucesso mesmo com a galera fast-food, micareta, Chiclete com Banana na veia, ninguém é de ninguém, festa no apê e por aí vai. O lance dos fast dates deu tão certo que, em 2018, o aplicativo deve ser responsável por uma receita de USD 800 milhões para o Match Group — a companhia é dedicada ao ~amor nos tempos do swipe~.

 

Não é você, sou eu

Acontece que estratégia de relacionamentos duradouros é um tiro no pé do aplicativo. Afinal de contas, a primeira coisa que uma pessoa “em um relacionamento sério” faz é, bem, deletar o aplicativo. Reza a lenda que, depois, só depois, ela muda seu status no Facebook e outras redes sociais. Assumindo que não dava para agradar a todos, o Tinder abraçou a causa de quem está com menos de 20 anos, é solteiro e não tem planos de mudar o status. Para isso, criou uma campanha para tornar o single lifestyle um sonho de consumo. "Single, not sorry" e "Single is a terrible thing to waste" são algumas das mensagens que aparecem nos anúncios da marca veiculados nos EUA.

 

Em seu blog institucional , todos os conteúdos direcionados para quem queria mais do que um casinho aleatório desapareceram da timeline. A vibe agora é oferecer uma mão amiga para quem deseja um casinho aleatório e nada mais.  Mas se você acha que o Grupo dos Matchs vai perder uma parcela do público sem fazer nada, swipe left para você.

 

Ninguém é de ninguém

Enquanto promove o singles way of life, a Match também copia a estratégia de seus usuários solteiros por opção. Traduzindo: distribuir os ovos em todas as cestas possíveis. E é por isso que a companhia comprou boa parte das ações do Hinge, app que é voltado para quem está cansado de relacionamentos efêmeros. Sim, aquela galera que tem seus 20 e poucos anos, mas já cansou da vida de 1% vagabundo. A plataforma tem usabilidade e visual mais sóbrios para incentivar papos mais cabeça, coisa mais Roberto Carlos do que Wando. Uma galera que, segundo a própria CEO do Match, Mandy Ginsberg, andava “desassistida”.

 

Quer ficar comigo?

A estratégia de criar uma solução para um público nichado não é nenhuma novidade para o Match Group. Que, só para citar alguns exemplos, tem serviços personalizados para pessoas solteiras com filhos, evangélicas, que se enquadram no movimento LGBT ou acima dos 50 anos. A principal questão é saber se os usuários do Tinder que foram jogados para escanteio (percentual que, em 2015, representava cerca de 45% da audiência) vão dar uma nova chance nessa relação ou procurar conforto nos braços da concorrência. Como o Bumble. O app criado por uma ex-funcionária do MG e que levantou quase USD 900 milhões em seu IPO, pode aproveitar a chance e oferecer um ombro amigo a quem tomou a bota tecnológica.

O Tinder quer a vida de solteiro de volta via The Brief