Right place, right time

Na nossa grande quest que é fazer com que a sua pessoa seja a mais bem informada da turma gastando o menor tempo possível para isso, surgiu a ideia de fazermos uma edição especial sobre essa entidade tão presente na vida corporativa, chamada eventos. O fato é que eles podem ser bem úteis para a vida, seja te dando uma dica muito boa ou apresentando aquele contatinho corporativo que muda vidas. Mas eles também podem ser uma baita perda de tempo, se te chamarem para um rolê no qual você está bem longe de ser o público-alvo.
 

Ou pior ainda: você acabar numa reunião de coach quântico para reprogramação de DNA. Não sabemos nem por onde começar a explicar o quão errado é isso daí. Pois é, o caminho entre você e aquele seminário batuta pode ser escuro e cheio de terrores.
 

Não era keynote, era cilada

Por aqui na redação, sempre rola aquela comparação entre qual evento realmente vale a pena nosso mais que precioso tempo. Como diria o poeta, “quem vê título de TED Talk nem sempre vê conteúdo”. Se acontece com nossos já calejados repórteres, imaginem para quem ainda precisa de umas dicas nesse mundo cheio de perfect illusions disfarçadas de keynote descolada. Nem tudo está por aqui, mas esse é só um começo de conversa. Então, diz aí, qual é a boa?


 



Ah, ela é toda trendsetter

SXSW — Web Summit — Code Conference — ProXXima

Eles são hypados, rendem fotos #trend no Instagram e aquele texto maroto de “o que aprendi no evento tal” no LinkedIn. Mas, será que as conferências de tendência realmente garantem insights para o seu negócio? Ou o grande mojo dessa galera é envelopar uma série de palestras com um site bonitão de UX duvidosa? Bom, ao menos no papel a coisa é quente. Vários desses encontros contam com a participação de membros emblemáticos do Vale do Silício, Hollywood e outros destinos pra lá de famosos no mundo de tecnologia, cultura, marketing e comunicação. O SXSW, por exemplo, teve mais de 417 mil visitantes em 2019 — contanto seus diferentes festivais. No ano passado, demos de cara com ninguém menos que Elon Musk por lá. O que nós aprendemos? A resposta está logo depois do break… Ou melhor, do coffee break.

 

 


O que Musk nos contou? Uma série de causos que você provavelmente não ouviria em suas entrevistas para um veículo tradicional, mas que não chegam a mudar a vida de ninguém. Coisa do tipo: “eu não tenho um business plan. Eu tinha business plan na época do Zip2”. Ok, basicamente, Musk não tem um modelo de negócios desde que tinha 28 anos, mas será que isso faz qualquer diferença para você, reles mortal? A gente sempre olha com um pouco de desconfiança para o festival. É uma coisa meio roleta-russa: você vai pelos palestrantes, mas pode ter um mediador muito amigão ou mesmo uma pauta fraca. Vale a pena? “É muito relativo”, diria Einstein.

— Equipe do The BRIEF, baseada no depoimento do nosso CEO, Sobhan Daliry

 


 

Developers, developers (x1.000)

Google I/O — Apple Worldwide Developers Conference — Microsoft Build — F8



A temporada de conferências voltadas para os desenvolvedores das plataformas de tecnologia mais famosas do planeta já começou. E todo bom dev que se preze já ouviu falar sobre alguma dessas conferências citadas acima. Claro que elas trazem novidades que empolgam os seguidores mais fanáticos de Google, Apple e Microsoft (sorry, Facebook: sem fãs para você), mas a verdade é que os eventos são planejados para a galera que põe a mão na massa. Ou, nesse caso, no código. Há certas controvérsias sobre os conteúdos específicos desse tipo de rolê. Afinal, boa parte é transmitida por streaming. Então, quem está por lá tem algumas vantagens, como ganhar adesivos e, sabe como é, né? Fazer aquela boa e velha social.

 

 


Esses eventos valem muito a pena! Particularmente o da Microsoft, pois a maioria da nossa stack aqui acaba sendo MS. Eu fico atento, porque gosto e faço um broadcast no canal #it; inclusive, mandei os links para a galera do stream e de um anúncio em específico. Fico ligadaço no rss do blog deles também, para não perder nada.
 

— Diego Ampessan, dev na NZN

 



Continuo o mesmo, mas meus gadgets…

IFA — CES — MWC — Computex



Se a lista anterior era toda cheia de códigos, databases e coisa e tal, esta é para quem se liga em hardware. Mais especificamente, gadgets e soluções destinados ao bom e velho consumidor final. CES, IFA e MWC são as plataformas de lançamento de um bocado de novidades no mercado voltado para o consumidor final. Mas, além das conferências e coletivas que essas marcas realizam para mostrar suas novas traquitanas, várias delas contam com keynotes legais para se acompanhar com personalidades marcantes, como Mark Zuckerberg, Jimmy Wales e muitos outros. A dica é a seguinte: na maioria dos casos, dá para acompanhar tudo por streaming se o seu interesse for em conteúdo. Já para quem se liga em networking, essas feiras oferecem espaços para esse tipo de contato e planos específicos para a galera que vive trocando cartões de visita (físicos ou não).
 

 


A MWC é, sem dúvida, a melhor feira de tecnologia para o TecMundo. Os lançamentos ressoam melhor com nossos leitores, existe a possibilidade de buscar pautas mais elaboradas, pois há muito conteúdo paralelo aos lançamentos. Ela é bastante organizada e conta com a presença de quase todas as grandes empresas do ramo, especialmente no que se refere a celulares. Já a CES tem uma pegada mais de hardware e conceitos curiosos — é focada em dispositivos eletrônicos para uso doméstico (geladeira, robôs etc.), carros e coisas do tipo. Em comparação com a MWC, é bem desorganizada, o que torna mais difícil a tarefa de achar pautas. Os assuntos, no geral, rendem menos, mas sempre há uns dois lançamentos que fazem valer a pena.

— Léo Müller, repórter do TecMundo


 


 

Eita! Fui H4CK3D0

Defcon — roadsec — H2HC — BlackHat



Quando acontece uma Defcon, os hotéis próximos da conferência desligam suas redes de WiFi e avisam a todos os hóspedes que a noite é escura e cheia de malwares por aí. Não é à toa! Reunir os maiores especialistas em segurança digital em um lugar pode ser arriscado para quem acha que “deep web” é o nome de algum seriado da Netflix. O evento tem, em média, 20 mil visitantes a edição. Além de manter a comunidade engajada, há uma série de workshops nesse tipo de encontro. Sentiu o drama?
 

 


O Defcon é o maior evento desse tipo porque abriga os principais hackers do mundo, sejam os white hat ou black hat [nota do editor: algo como hackers do “bem” e do “mal”]. A conferência também recebe os pesquisadores mais conhecidos, e todas as grandes novidades são apresentadas por lá. É a Disneylândia da segurança, meus amigos.

— Felipe Payão, especialista em segurança do TecMundo.

 



Agora é com vocês!

A gente quer saber qual evento tech/business você visitou nos últimos meses e o que você curtiu ou odiou a respeito dele. Não vê a hora de compartilhar sua sabedoria com este mundão todo?
 


 

#SpoilerAlert: os resultados vão gerar a nossa próxima edição.