Sabe aquele ditado "sorte no jogo, azar no amor"? Pois a bitcoin está vivendo um momento parecido com esse. Enquanto suas ações — que chegaram a USD 19 mil — estão cotadas a "só" USD 9 mil, sua moral entre o mundo bancário vai de vento em popa. Uma prova é o anúncio de que a Intercontinental Exchange (ICE), empresa ligada à Bolsa de Valores de Nova York, está trabalhando em uma plataforma on-line que permitiria a grandes investidores comprar e guardar a criptomoeda. Essa é uma baita de uma boa notícia na história da ‘Bit’ (fazendo os íntimos), que vem comendo pelas beiradas quando o assunto é Wall Street. Já existem produtos, por exemplo, que atrelam o preço da bitcoin à rentabilidade final de um investimento, mas nada que movimente a moeda em si.

Segundo as fontes do NY Times, a ideia da companhia é “embutir” os tokens da bitcoin dentro de um contrato de troca (o famoso swap), para que as pessoas possam comprar a moeda digital, num processo já regulamentado pelo sistema bancário americano. Dessa forma, a companhia conseguiria unir o melhor dos dois mundos: agradar os clientes que desejam utilizar a cripto asset e também escapar do processinho™ que poderia tomar, caso comprasse e vendesse de forma direta.  A plataforma construída pela ICE ainda não tem data para chegar ao mercado, mas só a hipótese da sua criação já dá a letra de que o ano pode terminar melhor do que começou para quem aposta no criptomundo.

BTW: e teve #shadefight no setor. Em entrevista para CNBC, Bill Gates classificou as moedas digitais e as ICOs como “loucas e especulativas”. E admitiu que operaria vendido contra o bitcoin caso pudesse (em português brasileiro: ganhar dinheiro apostando na queda de valor dos tokens). E então, um personagem inusitado entrou na história. Tyler Winklevoss, um dos gêmeos acionistas no Facebook que fez fortuna com os BTC, achou o comentário afrontoso. Ele não só sugeriu uma forma para Gates operar vendido, como também o desafiou. No more desaforos, ao que parece.