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Os dois padrões de criptografia mais utilizados para proteger as mensagens enviadas em e-mails, o PGP e o S/MIME. E já dá pra imaginar que o  motivo pelo qual eles estão nessa ilustre edição não é lá dos mais legais: uma denúncia feita pelo professor de segurança da computação Sebastian Schinzel da Electronic Frontier Foundation, afirma que ambos os padrões apresentam vulnerabilidades graves de segurança. A notícia é importante porque esses dois recursos são utilizados como uma camada de segurança extra por pessoas que costumam enviar mensagens com dados sensíveis, como jornalistas e ativistas civis. De acordo com a comunicado da EFF,  a brecha permite que as mensagem sejam “capturadas” antes de chegar à caixa de entrada do destinatário e lidas sem passar pela criptografia. Usuários do Apple Mail, iOS Mail e Mozilla Thunderbird que utilizam PGP e S/MIME estão entre os clientes mais atingidos pela falha. E se você é da turma da confidencialidade e quer saber o que fazer para não se lascar depois, pode conferir neste link as dicas da EFF para contornar o problema.

50%

O aumento percentual de mães que continuaram trabalhando no Google após o aumento de tempo da licença-maternidade. Quem abriu a informação foi Susan Wojcicki, CEO do YouTube e mãe de cinco rebentos.  Nos EUA, não há um sistema de licença-maternidade remunerado e, por isso, muitas profissionais se sentem pressionadas a voltar à rotina o quanto antes. Não é o caso da Google, que costumava liberar as funcionárias por 12 semanas com pagamento de salário. Mas o sentimento de que era preciso voltar à ativa com a vida já estabilizada fazia com que muitas mulheres escolhessem abandonar o emprego na gigante tech. E o que a BIG G fez? Aumentou a licença para 18 semanas remuneradas. Com mais tempo de adaptação, mais profissionais conseguiram conciliar a vida pessoal com a profissional e a empresa reduziu os custos de demissão e treinamento de uma nova pessoa.
Win-Win feelings.

BTW:  cerca de 12 funcionários se demitiram da Google por não concordarem com a participação da empresa no Projeto Maven. Criado em parceria com o Pentágono, o “Maven” é uma inteligência artificial que irá rastrear rostos ou objetos identificados como importantes pelo Departamento — falamos dele em mais detalhes neste link >> este link. De acordo com os ex-googlers, a participação da empresa de Mountain View vai contra a cultura amigável que ela sempre fomentou, já que ela está firmando ligações com uma área do governo relacionada a conflitos bélicos. Desde que o assunto surgiu a Big G vem repetindo que a tecnologia não será usada em nenhum conflito armado. Mas tem gente que preferiu não pagar pra ver.

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O número de robôs-cachorros que tiveram uma cerimônia fúnebre na cidade de Chiba, no Japão. Os pets eram modelos antigos do Aibo, cãozinho virtual da Sony. Os robôs tiveram todas as honras de um ritual budista: incenso, sutras, orações para o descanso de suas almas e até vestiram robes com os nomes de suas respectivas famílias nos eletrônicos. A primeira geração de Aibo chegou em 1999 na terra dos Pokémon. A fabricação foi encerrada em 2006 e a Sony deixou de realizar os reparos no bichinho em 2014. O que deixou vários donos sem ter o que fazer com o companheirinho robótico. Por isso, a moda de enterros se tornou comum: mais de 800 funerais do tipo já foram conduzidos no templo de Kofukuji, por exemplo. Em janeiro, a Sony resolveu ressuscitar o Aibo, dessa vez com IA e conectividade de internet. No entanto, os reparos aos modelos antigos não tiveram o mesmo destino. Ou seja, resta confiar em empresas que realizam o conserto dos aparelhos retrô ou rezar pela alma dos cãezinhos virtuais.

700%

A valorização das ações da fabricante de fones de ouvido Turtle Beach. A empresa e seus acessórios estão surfando na onda dos games do momento: PlayerUnknown's Battlegrounds e Fortnite. A popularidade dos headsets tem tudo a ver com a ascensão do gênero battle royale - no qual centenas de jogadores competem online até sobrar um só. Além da marca ser queridinha dos gamers online, ter uma boa qualidade de som proporciona uma jogatina mais imersiva e, talvez o mais importante, dá dicas de onde o seu adversário está para você  sobreviver mais tempo - ao melhor estilo highlander. Com tanto hype, as vendas da Turtle Beach subiram 185% no último trimestre. A empresa aproveitou o momento para reajustar sua meta de arrecadação e lucros anual. Nos últimos cinco dias o valor das ações mais que dobrou: de USD 7,30 para USD 15,15. E não foi só a tartaruga praiana que se beneficiou da maré positiva, a Logitech, outra empresa conhecida por seus periféricos (teclado, mouse e outros) também vendeu a rodo e teve uma valorização de 20% em suas ações desde o começo do ano. Quem também acompanha de perto a modalidade é a Tencent. A gigante chinesa já possui uma parte da Epic Games, criadora de Fortnite e anda de olho nas ações da Bluehole, dona de PUBG. Fale sobre uma companhia de tiros certeiros.

USD 3,7 bilhões

A quantia que o empreendedor Jyoti Bansal aceitou para vender sua empresa, a AppDynamics. O negócio, de gerenciamento de desempenho de aplicativos, estava prestes a abrir capital quando a Cisco brotou do chão com uma oferta mega agressiva para adquirir a operação. Isso em janeiro de 2017. O motivo dessa história estar aqui é por conta de uma entrevista que Bansal deu ao Business Insider, na qual contou os bastidores da aquisição. Já que esta é uma seção de números, vamos aos números: foram quatro dias de negociação, apenas duas horas de sono, toneladas de café e outras tantas de Advil (o remédio para dor de cabeça). Ok, sem drama, no final Bansal se tornou bilionário - e 400 de seus funcionários que participaram da fundação receberam mais de USD 1 milhão. Mesmo assim, o empreendedor não descreve o momento da venda como o mais bonito de sua vida: bittersweet é a palavra que ele usa. Mesmo assim, sem drama. Só achamos massa.

USD 185 milhões

O valor que a Sony pretende pagar à canadense DHX Media para comprar uma participação nos direitos da marca Peanuts (leia Snoopy). O motivo? Charlie Brown, Woodstock e os outros personagens do cartoon são, aparentemente, extremamente populares no Japão. Foi em 2017 que a trupe se mudou para o Canadá, quando a DHX pagou USD 345 milhões por 80% dos direitos do desenho. Agora, ela vende 39% dessa participação para a produtora japonesa e fica com controladores 41%. Os restantes 20% ainda pertencem à família do criador de Peanuts, Charles Schulz. O desenhista foi dessa para melhor nos anos 2000, mas sua criação ainda rende bastante dinheiro. Ano passado, só para dar uma ideia, Schulz foi a terceira celebridade que mais faturou depois de sua morte, com USD 38 milhões gerados por conta da turma do Charlie Brown. Passou Elvis, John Lennon e Bob Marley na lista. Puxa vida.