USD 7,5 bilhões

O valor que a Microsoft pagou para adquirir o GitHub. A compra da plataforma para programadores foi anunciada na segunda, pela própria empresa do Windows. O serviço funciona como mezzo repositório de código, mezzo rede social para seus quase 28 milhões de usuários. É justamente com essa audiência que Satya Nadella quer conversar. Afinal, a MS vem liderando o mercado de nuvem e deixa claro suas aspirações de se manter “nas cabeças” na corrida pelo mercado corporativo. Manter boas relações com a comunidade, claro, garante mais chances para suas soluções. E um dos nomes fortes da transação foi justamente o do CEO da Microsoft, que soube cortejar os fundadores do GitHub e convencê-los a trocar um IPO pela negociação com sua companhia. Somado à compra do LinkedIn, o movimento confirma o desejo de Nadella: deixar a companhia menos dependente do sistema operacional das janelinhas. A primeira medida da nova direção deve ser ampliar os usos corporativos do GH. Nunca imaginamos que esse dia chegaria, Mas, sim, Steve Ballmer estava certo: o negócio é mesmo investir nos “developers, developers, developers”.

Fun fact: a notícia tem um quezinho de volta ao passado, já que Gates e Allen criaram a software house para que os primeiros nerds da humanidade tivessem a chance de programar o computador MITS Altair.

USD 100 bilhões

O valor que a Apple pagou aos desenvolvedores que publicaram aplicativos na Apple Store na última década. Desses, cerca de USD 30 bilhões vem das remunerações para os devs de aplicativos de iPhone no ano passado, segundo Tim Cook. A arrecadação com os serviços online (aplicativos, músicas, filmes, assinaturas) é uma parte importante para a empresa mais valiosa do mundo - especialmente com as vendas de smartphones caindo.  A loja de aplicativos da Maçã tem mais de 500 mil visitantes semanais, revelou o CEO durante a abertura da WWDC, conferência para desenvolvedores da marca. Nosso pitaco (que ninguém perguntou) sobre o evento: uma versão ainda menos relevante da Google I/O, na qual a companhia de Cupertino lança um novo iOS que vai travar nos iPhones antigos, um macOS que vai chegar todo quebrado para os early adopters e um recurso bem legal para usar uma vez e nunca mais mexer, como os Memojis. Você, menino iPhoneiro, pode conferir tudo na cobertura dos nosso trutas do TecMundo.

USD 10 mil

O salário que o estado de Vermont oferece para que trabalhadores se mudem e realizem suas tarefas no esquema de home-office por lá. Cerca de 100 cidadãos americanos que optarem pela região montanhosa receberão a quantia durante dois anos, para cobrir custos como mudança, internet e outras despesas relacionadas ao trabalho. A iniciativa, bancada pelo governo, tem como objetivo incentivar a mudança para o estado, o segundo menos populoso dos EUA.  A treta é que a população local está envelhecendo muito mais rápido do que no resto do país, o que impacta diretamente na arrecadação de impostos. Para evitar uma crise que está logo ali na esquina, os governantes estão investindo em  iniciativas, digamos assim, mais criativas. Além da “bolsa home office”, o governo também conta com um programa que tenta convencer alguns dos 13 milhões de turistas a mudar de ares e ficar de vez por lá. Antes de você se empolgar e mandar esse link para os seus amigos gringos, sugerimos dar uma olhada no clima da região. Os #invernolovers piram.

60

O número de fabricantes de smartphones que tiveram acesso aos seus dados por meio do Facebook. Sim, os seus, caro leitor. Ao que parece, a rede social é tipo o Brasil, onde a zueira não tem limites. Segundo uma reportagem do NYTimes, esses acordos de compartilhamento de informações foram feitos antes mesmo do aplicativo do Facebook ser “item de fábrica” em vários celulares por aí. As empresas do mercado de dispositivos móveis tiveram acesso a informações como status de relacionamento, religião e inclinação política por mais de uma década. Traduzindo: sua marca de celular tem uma baita seleção de dados sensíveis sobre a sua pessoa. A matéria ainda aponta que dados de seus amigos, mesmo que esse tipo de compartilhamento estivesse desabilitado, também entraram nessa festa da privacidade ao contrário. A rede social teria sinalizado esse problema já em 2012, mas os acordos passaram a ser estudados de perto apenas em abril deste ano. Ah, alguns desses acordos ainda existem. Em um post no blog corporativo do Facebook, o VP de parcerias de produto, Ime Archibong explica que as infos só podem ser usadas para criar uma “experiência Facebook” mais agradável aos consumidores. E que os usuários só compartilharam dados por decisão própria. O problema é: depois do escândalo envolvendo CA, dá para dizer que o Facebook tem a mínima ideia do que seus parceiros andam fazendo?

2 horas

O período de tempo em que a loteria estadual da Carolina do Sul emitiu 71 mil bilhetes premiados no dia do Natal. Sim, amigos, Papai Noel estava doidão lá na SC. As raspadinhas, bastante populares lá nos EUA, tinham prêmios de USD 500 cada. Um belo presente do bom velhinho, não é mesmo? Tinha tudo para ser uma noite feliz, se o estado não tivesse revelado que os bilhetes eram fruto de um glitch e que geraram um custo impagável de USD 35 milhões. Na semana passada, depois de meses de investigação, o estado resolveu reembolsar os apostadores apenas com o valor dos bilhetes, USD 1 cada. O que deixou as pessoas mais boladas é que alguns ganhadores

conseguiram sacar o valor antes do bug ser revelado. Só o custo dos prêmios para os apressados foi de USD 1,7 milhão. Por conta da situação, vários consumidores resolveram entrar na justiça pelo presente que Noel deu e depois tomou. Fica a lição: se ganhar na loteria, retire seu prêmio o mais rápido possível. Ho Ho Ho atrasado.