Um monstro no topo

A IBM anunciou na última sexta o novo supercomputador mais rápido do mundo. Chamada Summit, a máquina tem capacidade de 200 petaflops de processamento - o dobro do chinês TaihuLight, que ocupava o topo antes. Construído para as pesquisas do Laboratório Nacional de Oak Ridge, o equipamento tem o tamanho de duas quadras de tênis e pode consumir até 15 megawatts - o suficiente para alimentar 7 mil casas. Se ele consome muita energia, o Summit também constrói fibra (BIRL). Em uma hora, o monstrão da IBM (desenvolvido em parceria com a Nvidia) calcula dados que um PC doméstico levaria cerca de 30 anos. No entanto, o principal diferencial da solução é sua arquitetura, capaz de lidar com uma grande quantidade de informações sem perder eficiência. O que dá uma baita vantagem no desenvolvimento de inteligência artificial, segundo a IBM. A companhia pretende vender tanto o hardware quanto prestar serviço de processamento de informações para companhias sob demanda. Quem não deve ter ficado muito feliz com a potência dos chips da IBM é a Intel, que também atua nesse setor. A novidade fez os EUA voltarem a figurar na  liderança do ranking mundial de supercomputadores. Os equipamentos chineses lideravam a lista há mais de cinco anos. Mas, o gigante asiático ainda é número 1 em quantidade. Isso porque 202 dos hardwares mais parrudos do mundo estão protegidos pela grande muralha, enquanto a terra de Trump tem "só" 143 dos Top 500.

Vítima das mudanças

O CEO da Cambridge Analytica, Alexander Nix, quer cair atirando. Afastado da empresa desde março, quando a história sobre a violação de privacidade dos usuários do Facebook estourou, Nix foi ouvido pelo Parlamento britânico na semana passada. E o cara passou longe do tom conciliatório de Mark Zuckerberg ao falar sobre o escândalo. O cara se colocou como vítima de uma conspiração e disse ainda que "salvou os dados de milhares de usuários" da rede social ao destruí-los. Tem mais: afirmou que as acusações de Christopher Wylie são infundadas e fruto do recalque de um ex-funcionário "amargo e invejoso". Tanto rancor tem motivo: a Cambridge Analytica declarou falência após o escândalo. Nix fez questão de posicionar sua empresa como uma espécie de vítima da situação:  "estou sentado aqui sendo alvo de acusações francamente ridículas, baseadas em conexões das mais tênues e que simplesmente não tem evidência nenhuma por trás". Citando investigações em curso, o diretor executivo da CA se recusou a comentar mais sobre o caso Facebook. Mas a valentia do CEO foi até a página 2. Perguntado sobre a razão para ter sacado USD 8 milhões das contas da companhia assim que soube das reportagens, Nix deu uma de Zuck e disse que teria que rever os dados com seu advogado antes de uma resposta definitiva.

Eu não entendi o que ele falou...

O Congresso dos EUA está preocupado com o futuro da tecnologia. Mais especificamente, em não passar tanta vergonha nas futuras sessões com grandes do mercado tech. Todo mundo lembra o senador perguntando como o FB funciona,  durante a audiência de Zuck, não é mesmo? Outra situação emblemática aconteceu um mês depois, quando um grupo de cientistas apresentou os benefícios da computação quântica. Só que os congressistas não entenderam lhufas. Por esse motivo, alguns senadores tentar reviver o Escritório de Avaliação Tecnológica, uma comissão de especialistas que era responsável por traduzir assuntos do tecniquês para politiquês. Nada mais do que justo, afinal de contas, essas pessoas devem tomar decisões sobre carros autônomos, privacidade na rede, edição de DNA e por aí vai logo mais.

Reservation horror story

Sabe aquela situação que começa bem, mas degringola ladeira abaixo? Pois é isso que a Airbnb está vivendo atualmente no Japão. O país, que está vivendo um boom turístico e é um dos destinos mais reservados por quem utiliza o serviço, resolveu legalizar o uso da plataforma no país. Uma vitória para a empresa de Brian Chesky, que precisa lidar com diversos governos contrários à sua empresa. Só que todas essas good vibes caíram por terra quando o Japão divulgou as medidas regulatórias para quem deseja se tornar um host no país nipônico. Agora, os usuários que desejam disponibilizar seu espaço para reserva precisam preencher uma senhora papelada para obter uma permissão — com validade de apenas 180 dias. Essa burocracia fez com que o número de “anfitriões listados por lá despencasse de 60 mil para cerca de 13,5 mil. Mas o pior veio no dia 1º de junho, quando o governo japonês comunicou à Airbnb que os anfitriões que não tivessem a licença teria que cancelar todas as reservas feitas a partir do dia 15 deste mês (também conhecido como próxima quinta). A notícia pegou milhares de pessoas de surpresa, que agora estão correndo para encontrar uma nova hospedagem. Do lado do Airbnb, a companhia disse que foi comunicada em conjunto com os clientes e que preparou um fundo de suporte aos clientes afetados pela nova regra. A empresa explica que separou USD 10 milhões para reembolsar clientes que terão suas finanças afetadas pelo paredão JP, além de oferecer suporte para encontrar outro local no país. É aquela: para se ajustar, a situação vai ficar ruim até começar a ficar bom. E compartilha o link caso conheça alguém que já esteja fazendo a mala para visitar o Monte Fuji.

Um olho na tela e outro na faixa

"Caminhada distraída" é o nome que a Organização da Saúde para o hábito de fazer alguma outra atividade enquanto anda. Seja ouvir música, contar quantos carros azuis estão passando ou utilizar o smartphone. Essa última atividade, principalmente, anda causando preocupação em diversos países. Por olhar mais para a discussão do grupo do que para a rua, muita gente já se machucou feio ou até mesmo morreu devido a colisões com carros. Para diminuir esses incidentes no seu entorno, um shopping localizado em Xi’an, na China, criou uma faixa exclusiva para quem gosta de manter o pescoço no ângulo de 45º enquanto anda. Dividida nas cores azul, verde e vermelho, a faixa vai indicando em quais locais o usuário pode caminhar deboas, onde é preciso prestar atenção e em qual ponto é melhor guardar o smartphone no bolso e se ligar no que acontece em volta. Tem vídeo (em chinês) mostrando mais sobre a referida faixa. Veja o vídeo.