Thumbs-up da semana - 28/06

  • A Amazon anunciou ontem que comprou a PillPack, startup que embala, organiza e entrega medicamentos. Ficou confirmado, assim, que o setor de health care é mesmo o próximo grande alvo do e-commerce - um fato que fez com que as ações das maiores redes de farmácia dos EUA despencassem. Wallgreens e CVS assistiram seus papéis caírem até 9% ontem. Mesmo assim, executivos das duas companhias resolveram minimizar a aquisição, dizendo que “o mundo das farmácias é muito mais complexo do que o delivery de certas pílulas”. Em resposta, Jeff Bezos mandou um: “veremos”. Essa última parte é mentira. A verdade é que a compra da PillPack coloca a companhia na ultimate frontier de um e-commerce que se propõe a resolver a vida de seus usuários, oferecendo de tudo e, mais importante, conveniência. Sobretudo, bota a amazona num mercado de USD 300 bilhões, somente nos Estados Unidos, com mais de quatro bilhões de receitas emitidas a cada ano. A Amazon já sentia o cheiro dessa grana há algum tempo, já que possui autorização vender medicamentos de balcão (aqueles que não precisam de receita), por conta de uma parceria com a Perrigo. Agora, com a nova startup de seu portfólio, entrará no maravilhoso mundo dos medicamentos com receita.

    BTW: Fundada em 2013, a PillPack levantou USD 118 milhões em rodadas, de investidores como CVR e Menlo Ventures. Em 2016, registrou uma receita de USD 300 milhões, um número sexy o suficiente para atrair um xaveco do Walmart. A rede varejista e rival da Amazon, considerou comprar a startup por um pouco menos de USD 1 bilhão. Mas Bezos foi mais rápido no gatilho.

  • O Dropbox é reconhecido por seus serviços de nuvem, mas está chamando mesmo a atenção por conta da comida. A comedoria da companhia, que fez um IPO recentemente, virou notícia no Vale por contar com chefes de vários restaurantes com estrelas no aclamado Guia Michelin. Para alimentar tanta gente, os profissionais decidem os menus com duas semanas de antecedência e servem iguarias de vários lugares do mundo. O restaurante, chamado de Tuck Shop (algo como cantina para os gringos), promete nunca repetir um prato. O Dropbox trabalha seus estoques numa pegada ecológica, plantando alguns dos ingredientes e comprando o resto de fazendeiros locais. Para acompanhar, os funcionários podem aproveitar as refeições com vinho e sorvetes feitos in-house. Com o claro objetivo de escravizar os funcionários lá dentro, a companhia também oferece bebidas com café e chá, preparadas por baristas. E, sim, é tudo de graça. E legal. Eu aqui só queria granola no café da manhã. =/

  • A Hims anunciou um aporte de USD 50 milhões para expandir seu serviço de assinatura para produtos masculinos. Se você está se perguntando “que produtos?”, a gente responde: a startup parece ter resumido todos os anúncios da Polishop dos anos 90. Os caras vendem remédios para o tratamentos contra a perda de cabelo, disfunção erétil e problemas de pele. E como eles vão fazer essa magia? Funciona assim: os usuários se consultam com uma rede de médicos credenciados via aplicativo ou site. Aí os “doutores” fornecem as receitas para os tratamentos necessários. No final, os clientes assinam um serviço da Hims, que faz a entrega dos produtos periodicamente, no conforto de seus lares. Um kit anti calvice, por exemplo, sai por uns USD 50. Com o foco voltado para a entidade chamada meninos millenials, a empresa lançada no fim de 2017 já atingiu um valuation estimado de USD 200 milhões. Especula-se que boa parte desse crescimento é de responsabilidade de um produto: sua versão genérica do Viagra. A validade da patente da Pfizer chegou ao fim recentemente. A gente queria terminar essa nota com a mensagem que encontramos no site, a Hims (quase saída de um livro de auto-ajuda). “Caras, contra todas as probabilidades, duas coisas aconteceram: 1) o universo e 2) você”. Tem como não amar? #ironia

  • Alô, amante da musculação. Dwayne Johnson quer melhorar a sua vida - e não por meio de um filme. The Rock acaba de lançar uma linha de fones de ouvido em parceria com a Under Armour. Mas não se trata de qualquer tipo de fone de ouvido. Os UA Sport Wireless Train, Project Rock edition, foram desenvolvidos para resolver um problema que, aparentemente, todo mundo enfrenta na hora de puxar ferro: a parada não fica fixa na cabeça. Para Johnson, os fones tradicionais simplesmente não conseguem lidar com o treino dele, algo que o deixava zangado. Daí, é aquela história: às vezes você tem de arregaçar as mangas e fazer a coisa você mesmo. Enfim, taí.