USD 274 mil

O valor investido por Donald Trump e seu comitê em anúncios políticos no Facebook. As verdinhas norte-americanas gastas desde maio colocam o Sr. Trump como o maior anunciante da rede social, a frente da Federação Americana para Paternidade Planejada. Os anúncios comprados pelo POTUS e sua tchurma atingiram mais de 37 milhões de usuários da rede social. Os dados foram divulgados num estudo realizado na New York University, que usou o próprio banco de dados do FB. Acontece que, desde maio, o time de Mark Zuckerberg armazena os ads em um catálogo próprio, que pode ser consultado publicamente. O banco de dados também aponta os grupos ou indivíduos que pagam pelos reclames. Com a medida, é de se esperar que os norte-americanos tenham mais informações sobre a influência política por meio de plataformas sociais. O Facebook também implementou algumas medidas de segurança para manter Putin longe de seus domínios, como exigir comprovação da cidadania norte-americana e ou visto de residente permanente. Curioso notar que o estudo saiu no mesmo dia em que o presidente dos EUA negou a influência do mandatário russo na eleição que gerou a treta toda — e o alçou de ex-apresentador de reality show ao posto de homem mais poderoso do ocidente. A gente achou, assim, só curioso mesmo.

 

36 horas

A duração do Prime Day, evento anual de vendas da Amazon. Uma estimativa da Coresight Research aponta que a maratona de vendas da Amazon teria batido USD 3,4 bilhões de verdinhas das carteiras ao redor do mundo. A gigante do e-commerce conseguiu superar os problemas por excesso de compradores nas primeiras horas da única forma que conhece: com uma porrada de descontos. De acordo com a ferramenta Lovethesales.com, a amazona cortou mais de USD 99 milhões em preços — assim, o evento arrecadou 40% mais do que no ano passado. Não há dados oficiais sobre o Prime Day, mas a fortuna de Jeff Bezos é uma boa medida do sucesso do evento. Neste exato momento, o CEO e fundador da lojinha virtual tem, pelo menos, USD 50 bilhões a mais do que qualquer outro ser humano do planeta. O que nos leva a, doravante, denominar o Prime Day como “O Natal de Jeff”.

BTW: para bater de frente com essa riqueza toda, Walmart e Microsoft estão se mexendo. A dupla anunciou um acordo estratégico para atacar a amazona em dois campos de batalha: varejo e nuvem. E, no caso do Walmart, a disputa vai ser ainda mais acirrada. De acordo com o The Information, a rede de lojas tem planos para lançar um serviço de streaming com um preço mais acessível. Tudo para pegar Netflix e Amazon desprevenidos. A matéria ainda não indica o grau de desenvolvimento da nova empreitada e nem se ela vai sair, efetivamente, do papel. Devemos confessar que, com USD 50 bilhões de “vantagem”, não estaríamos preocupados.

 

USD 500 milhões

O valor do investimento que a Booking Holdings decidiu fazer na chinesa de ride hailing Didi Chuxing. Essa história, porém, não é tanto sobre dinheiro. Mais de uma vez, a Didi veio a público falar sobre os bilhões de dólares que possui em caixa, tudo graças a uma rodada de investimentos que rolou no final do ano passado, na qual a bagatela de USD 4 bilhões foi levantada pela ride sharing. Essa história é sobre como a companhia quer colocar o pezinho no mercado de viagens, num momento em que expande suas operações para o além-mar. Somente este ano, foi para México, Austrália e Taiwan - sem falar que, ano passado entrou em terras brasilis, com a aquisição da 99, e anunciou que pretende estrear no Japão. O aporte da Booking (que é dona do Booking.com, Priceline, KAYAK e Rentalcars.com, btw) veio com um acordo de colaboração entre os dois negócios. A Didi poderá oferecer seus serviços de transporte por meio dos apps da companhia de viagens. Esta, por sua vez, oferecerá aos clientes da chinesa a opção de fazer reservas de hotéis no Booking.com. Ambas, assim, terão uma chance de impulsionar suas marcas e aumentar os pontos de contato com o consumidor. Sem falar que poderão oferecer uma solução completa para os seus usuários viajantes, cuidando de todos os aspectos que dizem respeito a transporte nas viagens.

 

2

A quantidade de pedidos de patente envolvendo a tecnologia blockchain feitos pela Mastercard, somente nos últimos vinte dias. O primeiro deles veio no final de junho. Trata-se de uma solução para fazer transações com alguns detalhes públicos, mas que também precisa oferecer anonimato às partes envolvidas. Em outras palavras: um jeito de garantir a segurança e confiança do blockchain, oferecendo confidencialidade para os envolvidos numa transação. Já o outro, foi aberto ontem. E é bem mais fácil de explicar, já que seu objetivo é tornar mais rápidas as transações que usam criptomoedas. O documento descreve um dos problemas enfrentados atualmente por quem compra ou vende mercadoria usando as moedas digitais: os períodos para a confirmação das operações são demorados, especialmente considerando que a tecnologia já é amplamente disponível por aí. Legal saber que já faz algum tempo que a Master vem entrando com pedidos de patentes relacionadas ao blockchain. Um deles trata-se de um sistema “como o blockchain” para pagamentos instantâneos, no que muita gente acreditou ser uma tentativa de patentear o conceito de um livro-razão distribuído.

 

2020

O ano no qual os carros voadores devem ganhar o mercado, de acordo com as estimativas das principais big techs que estão no páreo voador. Procurando não ficar de fora desta escala por motivos de overbooking, a inglesa Rolls-Royce (que não tem relação com a montadora que faz Corollas para ricaços) anunciou recentemente seu conceito de carro elétrico voador. No projeto, apresentado pela marca durante a Farnborough International Airshow, no Reino Unido, o ~ veículo aéreo ~ teria capacidade para transportar até cinco passageiros a uma velocidade aproximada de 250 metros por minuto — maior do que a média dos helicópteros, que alcançam no geral 160 mph. Diferente da homônima alemã, essa RR tem longa experiência na fabricação de turbinas e outras peças para aviões, então o sonho da caranga flutuante própria talvez não seja um desejo tão descabido assim. De acordo com a divulgação feita durante o evento, a ideia da companhia é apresentar um protótipo da em funcionamento nos próximos 18 meses.

BTW: e os voos supersônicos também tiveram seu lugar ao sol durante a Farnborough Airshow. De Gigantes como Boeing a startups como Boom Technology, não são poucas as empresas que acreditam que a aviação ~a jato~ merece uma segunda chance no mercado — aos xovens que nos leem, o último voo supersônico foi realizado pela Concorde em 2003. Atualmente, as empresas estão trabalhando na resolução de especificações técnicas, como otimizar o tamanho  do jato e diminuir o barulhão que a aeronave faz quando quebra a barreira do som. Para, só depois, se concentrarem no principal xabu: há público suficiente para tornar o serviço rentável? No começo dos anos 2000, a resposta foi não. Vamos ver se algo mudou.

 

Até USD 300 mil

O preço máximo que a Blue Origins planeja cobrar em sua primeira viagem espacial, de acordo com a Reuters. A companhia, que tem Jeff Bezos como boss, planeja iniciar os testes com a sua espaçonave vazia já nas próximas semanas e indicou que o voo inaugural com passageiros pode ocorrer ainda em 2019. Como o carro dos espaços tem capacidade para apenas seis serumaninhos, ter uma ideia do valor do ingresso pode tanto dar como tirar as esperanças da galera. Mas pode ser que até nossos leitores mais endinheirados tenham que tirar o seu cavalo campeão da chuva: a reportagem da Reuters diz que o voo inaugural deve ser ocupado apenas por integrantes da empresa. Para quem não faz questão de sair na vanguarda, já pode começar a encher o porquinho.