• Você e todo mundo gastaram 34,2% de seu tempo online em plataformas da Alphabet durante julho. É isso mesmo: basicamente, YouTube, Google e Waze consomem um terço de todas as horas que você navega na WWW, segundo uma pesquisa da Pivotal Research. Junto com as boas notícias para a Big G, o relatório trouxe novidades desagradáveis para Mark Zuckerberg. O time spent do Facebook diminuiu no mês passado, seguindo uma queda de 5% registrada em abril. A baixa de agora foi ainda maior, de 10%, mesmo considerando o tempo que o pessoal passou no Messenger. Se formos além e incluirmos o WhatsApp (que é do FB) na conta, o prejuízo fica menor, mas ainda existe, de 6%. Daí você, assim como os investidores do Faces & Books, perguntam: e o Instagram? Estaria nele a esperança de Zuck? Segundo a Pivotal, não exatamente. Acontece que a plataforma de compartilhamento de fotos, comprada em 2012, ainda é muito pequena no time spent online. Sua fatia equivale só 13% da média do Facebook.

  • A Salesforce entrou para o time das companhias que possuem chefia compartilhada. Além do fundador e já chefão Marc Benioff, a empresa acaba de promover Keith Block para a posição de co-CEO. Antes do upgrade, Block ocupava o cargo de Chief Operating Officer da companhia de software on demand, supervisionando mais de perto a rotina do negócio. A ideia é que cada um dos big bosses se encarregue de tocar áreas diferentes, porém cruciais, para dar continuidade ao crescimento da marca, que segue embalada após registrar uma receita de USD 3 bilhões no Q1, de 2019. E também concorrer de forma mais igualitária com empresas que já contam com dois CEOs (AKA Oracle). Enquanto Benioff ficará responsável pelas áreas de tecnologia, marketing, cultura e engajamento com públicos-chave, Block vai liderar os setores de operações, execução e estratégia de crescimento. Praticamente um CRM da vida real.

  • Aqui vão alguns dados para quem ainda acha que a indústria de tecnologia é pura diversidade: 1,3% de todos os funcionários técnicos do Facebook são negros; 1,5% de todos os funcionários técnicos da Google são negros; 7% de todos os funcionários técnicos da Apple são negros. O motivo pelo qual esta notícia não é um thumbs down é porque essas e outras companhias irão se reunir com representantes de 24 HBCUs (historically black colleges and universities) dos EUA com o objetivo de criar parcerias para tornar seus times mais diversos. O desafio é encontrar maneiras práticas para que essas escolas consigam colocar mais alunos nas gigantes tech, que são conhecidas por sua preferência por instituições de ponta nos currículos. Essa queda por Ivy Leagues, inclusive, não é característica somente das empresas, mas de todo o meio de tecnologia no geral. Um estudo divulgado esses dias é prova: 40% dos investidores de venture capital se formaram em Harvard ou Stanford.

  • Tudo bem que, no universo das assistentes virtuais, a Siri não é, assim, uma Brastemp. Mas é preciso reconhecer quando ela acerta. A sua atualização mais recente adicionou um recurso que rastreia os dados do Apple Maps para fornecer informações sobre estabelecimentos locais, aqueles que só existem na sua região. Como aquela mercearia gerenciada pelo casal simpático ou a hamburgueira raíz do primo do seu melhor amigo. Como estava bom demais para ser verdade, o recurso funciona apenas nos EUA.