• Para gente. No final do texto sobre a entrevista de Daniel Elk para a Fast Company colocamos que o tempo de permanência da galera tech é de 18 anos. O período correto é de 18 meses, como boa parte dos leitores deve saber por experiência própria. Malz pelo vacilo e encerramos essa nota de desculpas com Take A Chance On Me. Achamos apropriado.

  • Crise na Evino. A empresa, especializada na venda on-line e serviço de assinatura de vinhos,  demitiu cerca de 40% do seu time em junho, de acordo com infos do Valor Econômico. A demissão, que envolveu analistas, gerentes e diretores, teria sido motivada por uma tentativa da companhia de reduzir custos e otimizar a estrutura. O motivo, de acordo com as pessoas ouvidas, foi uma combinação de estoque encalhado (equivalente a dez meses de vendas) e dívidas  de R$ 100 milhões, correspondentes a 65% do seu valor patrimonial.

  • A vida das ride-hailings em Nova York, que já não estava fácil, tende a se complicar. Isso porque a prefeitura da cidade concordou em limitar o número de carros de serviços como Uber e Lyft habilitados para dirigir na região. De  acordo com um comunicado, o prefeito Bill de Blasio estaria disposto assinar um decreto que bloqueia a expedição de novas licenças durante um período de 12 meses, com exceção de veículos adaptados para pessoas com deficiência. O objetivo seria controlar o trânsito local, que anda bem carregado. Enquanto os sindicatos de taxistas comemoram a iniciativa, as companhias de car sharing ficaram bem desgostosas, já que NYC é um dos principais mercados do setor. Além disso, a medida abre um precedente perigoso: é a primeira vez que esse tipo de regulação acontece dentro do território dos Estados Unidos. Sinal amarelo feelings.

  • “Am considering taking Tesla private at $420. Funding secured.” Foi com esse tuíte que Elon Musk movimentou o mercado na terça-feira, que começou a especular uma possível saída da fabricante de carros do universo das ofertas públicas. Acontece que, durante os dias, as ações da empresa e de concorrentes do setor se movimentaram mais do que ônibus em estrada esburacada. E, parafraseando Senhor dos Anéis, “One does not simply tweet about going private.” A Securities and Exchange Commission iniciou uma investigação para entender se Elon Musk realmente tem recursos “privatizar” a companhia (o tal do “funding secured”) e por que ele fez esse anúncio via rede social, gerando todo um rebuliço financeiro. Importante lembrar que, no caso das empresas abertas, qualquer informação sobre balanço ou planos em geral é dada com muito cuidado, já que as punições são bem pesadas caso os órgãos reguladores acreditem que algum comentário foi realizado com o intuito de manipular o mercado. Sorte do dia: você não é do financeiro, jurídico ou comunicação da dona do Model 3.

  • BTW: falando do CEO mais tuiteiro do pedaço, a galera do Wall Street Journal fez uma reportagem analisando a movimentação muskiana na rede social gorjeante. Vale a pena dar uma olhada.

  • Vira a mexe o Airbnb faz uma ação de marketing na qual propõe hospedagem em um lugar exótico no imaginário popular — tipo quando divulgou o aluguel de um quarto inspirado em uma tela de Van Gogh. Dessa vez, a companhia estava incentivando usuários chineses a participarem de uma promoção na qual o prêmio seria uma noite em uma das torres de vigilância da Grande Muralha. Mas daí o governo local fez o que sabe fazer de melhor: acabar com a graça americana. O distrito de Yanqing, que gerencia o trecho mais visitado do monumento, negou qualquer apoio à promoção e afirmou não ter recebido nenhum pedido do Airbnb nesse sentido. Daí que a companhia cancelou a promoção, ressaltando que a campanha tinha como base "meses de comunicação e negociações". As atualizações de "dar com a cara no muro" foram atualizadas.