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O número de sites de revenda de ingressos que o Ticketmaster fechará na Europa. A partir de hoje, GET ME IN! e Seatwave, ambos baseados na terra da rainha (da Inglaterra) não receberão novas entradas de bilhetes disponíveis. Essa história teve início lá em 2016, quando os reguladores ingleses começaram a prestar mais atenção na precificação dos ingressos revendidos. De acordo com o The Guardian, era comum encontrar nesses sites bilhetes por até o quíntuplo do preço original (que absurdo, não? Nunca vimos algo assim no Brasil). A prática é condenada pelo código do consumidor britânico e passível de multas dignas de vários ingressos premium de shows do U2. Com esse cenário em mente, parece que a empresa americana achou melhor tirar seu cavalinho da chuva antes que o bicho pegasse. E ainda aproveitou para renovar a máxima do problema que se transforma em oportunidade. No mesmo comunicado em que anunciou o fim dos sites, a Ticketmaster aproveitou para promover seu novo site, no qual usuários poderão comprar e vender ingressos entre si pelo valor pago. Ou menos ainda. A data de lançamento para esse novo serviço foi marcada para outubro, disponível no começo apenas no Reino Unido e Irlanda. Save the date.

1.106

O número de palavras de um texto publicado no blog da Tesla, ontem. O post, assinado por Elon Musk, traz atualizações / esclarecimentos sobre uma possível privatização da empresa, um movimento que foi anunciado pelo CEO em seu perfil no Twitter. Segundo Musk,  o anúncio não teve nada de precipitado. Acontece que a proposta de recomprar as ações da Tesla estaria sendo discutida desde o começo de agosto com o conselho, que teria dado aval para que Musk levasse a sugestão aos acionistas. A ideia do tuíte era apenas deixar todos os investidores a par das movimentações. Mas a verdade é que deixou todo mundo meio apavorado. Outra coisa: lembra de quando o fundador da Tesla disse que conseguiria privatizar a companhia pagando USD 420 por ação? Então. Ele não estava falando em pagar nada só do próprio bolso, duh. Já faz uns meses que o CEO vem conversando com o fundo soberano da Arábia Saudita, que, curiosamente, anda apostando com cada vez mais força no setor de tecnologia. Tem mais. A ideia não seria fazer os árabes e Musk comprarem todos os papéis da fabricante do Model 3. É que o executivo acredita que a maior parte dos acionistas deseja manter seu dinheiro investido no negócio, mas que existe uma leva aí que quer logo retirar sua participação. Então, melhor saírem de uma vez. Tá esclarecido? Tá. Poderia ter sido um post no blog desde o começo, em vez de um tuíte inesperado? Poderia.

USD 73 bilhões

O valor que investidores de venture capital colocaram nos chamados unicórnios este ano. Segundo o CrunchBase, isso significa que 2018 está a caminho de se tornar o maior ano do financiamento de unicorns, um recorde até então detido por uma época não muito distante, mais conhecida como 2017. O motivo de tanta injeção de grana, talvez, se deva ao fato de que, somente nos primeiros oito meses deste ano, 65 empresas pelo mundo atingiram o valuation de USD 1 bilhão. O fato fez a gente questionar se o termo “unicórnio” deveria ser trocado por outro. Afinal, de míticas, essas criaturas não tem mais nada. China e Estados Unidos são os países que mais criaram companhias do tipo este ano, 26 cada uma. Na contagem geral, a vitória é apertadíssima entre as duas nações. Os chinos ganham, com 149 unicórnios, enquanto a Terra do In-N-Out é lar para 146. Só por curiosidade, aliás, a gente foi checar o valuation da rede de hamburguerias. USD 1,3 bilhão. Dá para ser unicórnio e hamburgueria?

760 mil

O número de pessoas que participaram do Microsoft Office Specialist World Championship este ano. O evento testa e premia o conhecimento de usuários nas plataformas da Microsoft. Entre elas, o Excel. E, bem, se você se acha um mestre das planilhas, mago das fórmulas, encantador das cédulas, linhas e colunas, saiba: um moleque de 15 anos ganhou a disputa do Excel. Kevin Dimaculangan, da Flórida, sabe mais sobre o software da MS do que muita gente, provavelmente, saberá durante a uma vida inteira. Foi no ano passado que o garoto escolheu o aplicativo de planilhas como hobby, incentivado por professores. Sim, Excel pode ser um hobby, mas quem é a gente pra julgar, a gente escreve e-mails com GIFs. Em questão de meses, Dimaculangan estava tirando a certificação de expert no Excel e ensinando seus colegas e professores a arte de uma boa planilha.

10 minutos

O tempo que levou para uma menina de 11 anos hackear uma réplica do site do estado da Flórida e mudar o resultado de uma eleição fictícia. A cena se deu durante a DEFCON, a maior conferência hacker do mundo, que continha uma divisão específica para “hacker kids”. Não somente a sala das crianças, mas toda uma área do evento, a Voting Village, foi dedicada às eleições. Mais precisamente, para alertar sobre os perigos das urnas eletrônicas. Durante anos, veteranos especialistas vêm avisando governos sobre a possibilidade de elas serem hackeadas e seus resultados serem fraudados. Mas foi só depois de todo o envolvimento da Rússia na corrida presidencial de 2016 que o assunto ganhou corpo, a ponto de a DEFCON passar a dedicar uma seção inteira da conferência ao assunto. Na edição de 2017, os participantes encontraram vulnerabilidades em todas as cinco máquinas de votação em uso pelos EUA. Este ano, um foi capaz até de transformar uma delas numa jukebox, que tocava música por seus alto-falantes e exibia, na tela, um GIF Illuminati. Depois da repercussão do caso, as autoridades disseram que as simulações do evento não são réplicas exatas de todo o sistema que é elaborado durante eleições.

R$ 30

O valor mínimo para apostas via internet no portal da Caixa. Lançado na semana passada, o serviço Loterias Online oferece o catálogo inteiro de jogos de azar disponíveis nas lotéricas, da Lotofácil até a Mega-Sena. A plataforma aceita pagamento com cartão de crédito, após cadastro para comprovação de que você é maior de idade. Um lembrete: a aposta mínima nas lojas físicas é de R$ 3,50 para a mega. Ou seja, ser digital tem lá seus benefícios, mas também tem seu preço. A ideia do banco é fisgar a geração que acha um porre ir até uma lotérica, anotar num papel os números de qualquer coisa e entrar numa fila que quase sempre está longa. Estamos falando das novas gerações (igual o Jonathan). Outro público que o fezinha online quer cativar é o feminino: segundo o banco, elas representam apenas 15% do total de apostadores. A previsão inicial é de essa nova forma de realizar apostas aumente em 3% a arrecadação. Para quem acha que pode prever os números do próximo sorteio e nunca mais ter de trabalhar, a gente informa que a Mega tá em R$ 6,5 milhões e aceita apostas via internet até às 20h.

PS: se não tiver mais newsletter depois do sorteio, na quarta, já sabe o que aconteceu né.