USD 1,4 bilhão

A quantia que a Blackberry pagou para adquirir a empresa de inteligência artificial e cybersegurança, Cylance. O objetivo da compra é expandir a unidade chamada QNX da companhia, que produz software para carros autônomos. Baseada na Califórnia, a Cylance desenvolve produtos com base em IA para prevenir ataques. Recentemente, falava até em abrir capital na Bolsa, mas desistiu de seguir por conta depois de ver o cheque bilionário da companhia canadense. O que esse movimento diz? Bem, que a BB, outrora uma das fabricantes de celulares mais hypadas do momento, vê mesmo seu futuro produzindo software.

9 minutos

O tempo que levou até o leiloeiro da Christie’s bater o martelo e gritar “sold!” para a venda do quadro Portrait of an Artist (Pool with Two Figures), na semana passada. A fotografia, do icônico e vivinho da silva pintor britânico David Hockney, foi arrematada por USD 90, 3 milhões. Se tornou, assim, a pintura mais cara de um autor que ainda está entre nós já leiloada na história. O recorde anterior era de Jeff Koons e sua escultura Balloon Dog (Orange), que foi vendida por USD 58,4 milhões, em 2013. Considerado pela casa de leilões “uma das maiores obras-primas da era moderna”, o quadro de Hockney havia sido avaliado em USD 80 milhões. Segundo a Bloomberg, quem topou pagar USD 10 milhões e poucos a mais para vencer a disputa do leilão (boatos que ficou entre dois caras ao telefone) foi o bilionário do Reino Unido Jow Lewis, que é dono do grupo de investimento Tavistock e do time de futebol Tottenham Hotspur.

21 de junho

O dia em que a Apple anunciou a encomenda de sua primeira série internacional, Calls. O show, baseado num programa francês, foi uma das últimas adições que a companhia fez à sua lista de produções originais, que hoje já soma mais de 20 projetos que devem ser lançados a partir do ano que vem. Entre eles, um novo programa com Oprah Winfrey e outro produzido pelos criadores de Vila Sésamo. Daí que, na sexta, a companhia avisou (paywall) que fez um acordo com a produtora novaiorquina A24, responsável por filmes como Moonlight e Lady Bird. Vale saber que o estúdio em questão se tornou um dos mais procurados em Hollywood nos últimos anos, com filmes que, no geral, são mais bem-sucedidos em provocar discussões culturais do que se tornarem blockbusters - o que pode significar que a Apple está olhando muito mais para o ganho de marca do que bilheterias. Veja só, o próprio Moonlight ganhou uma porrada de Oscars: melhor filme, melhor roteiro adaptado, melhor ator coadjuvante. Mas não foi exibido no mesmo tanto de cinemas que The Avengers, por exemplo, e está entre as obras que levaram a estatueta do homem nu e dourado que fizeram menos dinheiro na história. De maneira geral, dá para dizer que entrar no mundo dos longa-metragens mostra o esforço da Apple em 1) avançar no conteúdo original; 2) seguir o playbook de Amazon e Netflix e criar longa-metragens para o público adulto. A aposta no braço de filminhos, assim como em tantos outros de serviços (loja de apps, pagamento mobile e streaming de música) é tida como uma das estratégias da companhia para compensar a desaceleração na venda do número de iPhones e para deixar sua receita menos dependente dos aparelhos.

“Substancialmente mais do que USD 1 bilhão”

O valor da receita do Airbnb no Q3 deste ano, fazendo deste o quarter mais forte que a empresa teve em seus 10 anos de vida. Com um IPO programado para rolar em 2019, o negócio está dando um gostinho ao mercado para mostrar do que o Airbnb é feito. Segundo uma fonte disse à CNBC, considerando o ebtida, a empresa caminha para seu segundo ano lucrativo seguido. Em 2017, a plataforma de home-sharing teria feito uma receita de USD 2,6 bilhões e USD 100 milhões em lucro. Esta foi a primeira vez que o Airbnb revelou alguns de seus dados, diferente de Uber e WeWork que, vislumbrando a abertura de capital ano que vem, já soltaram aqui e ali alguns números significativos. Vale lembrar que o Airbnb entregou resultados, mesmo após a saída do CFO Laurence Tosi, depois de uma briga feia entre ele e o CEO, Brian Chesky. Amado por Wall Street, Tosi foi um dos caras que ajudou a tornar o negócio lucrativo. Quando assumiu as finanças da empresa, ele usou capital para comprar ações, títulos de renda fixa e outros bens - que se tornaram 30% do fluxo de caixa da companhia no ano passado.

2012

O ano em que Julian Assange passou a morar na embaixada do Equador em Londres, como asilado. Na época, o jornalista e fundador do WikiLeaks era acusado de assédio sexual na Suécia e temia sua extradição. De lá para cá, as queixas suecas foram arquivadas, mas Assange seguia habitando o prédio diplomático com receio de que os EUA consigam sua extradição. O motivo é o site criado pelo australiano, conhecido por vazar documentos oficiais e deixar governos fulos da vida ao redor do globo. E a terra do Tio Sam é um dos alvos favoritos do WL, que vive divulgando a papelada confidencial da CIA, a agência de inteligência norte-americana. Por falar em inteligência (ou a falta dela), uma gafe do sistema legal da terra da american pie mostra que Assange tinha razão. Na semana passada, promotores revelaram por acidente que existe uma acusação ou um rascunho de uma contra o jornalista, classificada como secreta. O fato veio a público da maneira mais ridícula possível, em um erro de “copiar e colar” em um caso não relacionado. Uma promotora menciona Assange em um caso, provavelmente, após ter copiado e colado parágrafos entre diferentes documentos. Em resumo, o menino Assange pode ser preso e extraditado assim que colocar o pé para fora da embaixada, apesar dessa ação dar início a uma longa e complicada batalha legal. Os advogados do editor do WikiLeaks afirmam que a revelação coloca em perigo a liberdade de imprensa, já que o governo yankee poderia censurar publicações com base em seus interesse. De acordo com o New York Times, não é de hoje que os EUA tentam “construir um caso” para colocar o editor do WikiLeaks atrás das grades. Ao que parece, eles conseguiram. Só não conseguem mesmo é manter segredos de Estado muito bem guardados, né?