USD 864 milhões

O valor de mercado que a Prada perdeu na última semana. Os papéis da marca italiana bateram seu menor valor desde USD 2016 e a culpa é, em boa parte, dos chineses. Calma, não estamos falando de produtos falsificados, a verdade é que as vendas para os lados do gigante asiático não cresceram o esperado e acabaram surpreendendo a grife. Acontece que a guerra comercial entre China e Estados Unidos fez os consumidores da terra do panda segurarem a mão. O lucro operacional da fabricante teve uma queda de 10%, para 328,8 milhões de euros — e abaixo dos 378 milhões de euros projetados por analistas. Como problema pouco é bobagem, suas rivais até sofreram com problemas semelhantes, mas compensaram as perdas com vendas em seus quintais. É o caso da LVMH, dona da Louis Vuitton e da Dior, que viu suas vendas crescerem no ano passado e teve dividendos 20% maiores do que em 2017. É, amigos, ao que parece, o diabo pode até vestir Prada, mas os chineses estão de boinha da marca que sempre significou status e luxo.

R$ 10

A cotação de uma timaocoin, a criptomoeda lançada pelo Corinthians na última semana. A moeda deve ter uma cotação fixa e será usada apenas como token, para troca de produtos licenciados e em lojas parceiras do clube. O dinheiro digital do Coringão poderá ser utilizado com um cartão de crédito próprio da Mastercard e, inicialmente, só estará disponível para compra via bitcoin. Para incentivar os torcedores, o uso da novidade garantirá benefícios em passagens aéreas, restaurantes e descontos em produtos. O Corinthians não é o primeiro clube do futebol brasileiro a adotar uma criptomoeda — Atlético MG e Fortaleza já têm a iniciativas semelhantes. E a tendência é que cada vez mais times lancem seus próprios tokens. O motivo? Engajar ainda mais os fãs e encontrar novas formas de ampliar as receitas. O Timão quer alcançar até um milhão de torcedores no prazo de três anos. Se a tabelinha for mesmo um sucesso, vai ser muito mais do que o programa de sócio torcedor do time, que tem cerca de 120 mil assinantes.

14 de abril

O último dia para inscrições no programa de mentoria do Google para criadores de podcasts. O programa tem como foco oferecer suporte para vozes sub-representadas  de negros e mulheres dentro do formato. A companhia de Mountain View oferece o Google Podcasts em a parceria da PRX. A iniciativa tem objetivo em empoderar e treinar vozes sub-representadas por meio de um programa de aceleração, educação da comunidade global com ferramentas gratuitas e exibição dos trabalhos dos participantes. Além do aconselhamento, os times escolhidos vão receber financiamento e um treinamento de 20 semanas. Tem link para quem quiser se inscrever? Tem link.


50 milhões

O número de músicas que o MySpace perdeu em uma migração de servidores. Os arquivos de usuários entre 2003 e 2015 simplesmente sumiram de vez. Ok, ninguém aqui sabe exatamente o que as pessoas ainda fazem na rede social que estourou nos anos 2000, mas mais de 14 milhões de contas foram afetados pelo deslize. O que significa, praticamente, todo mundo que ainda publicava por lá. O site não deu esperanças de que será possível recuperar o conteúdo perdido e existem boatos de que a falha não foi um acidente, mas sim um “farewell” do serviço que serviu de palco online para muitas bandas. A parte complicada é que não rolou nenhum aviso prévio sobre a troca de servidores, impedindo que os usuários mais saudosos fizessem um backup do conteúdo postado. Ou seja, se você utilizava o MySpace para guardar aqueles hits maneiros (ou constrangedores) da adolescência, sentimos muito.

+372

O código DDI da Estônia. Para quem está se perguntando "por que raios eu preciso saber disso?', a resposta é porque você pode precisar, confia. Até o dia 21 de março, o país europeu está aceitando candidaturas de profissionais da área de TI que desejem trabalhar por lá. Sim, na Estônia. O programa de recrutamento foi lançado em 2018 e chega a sua segunda edição neste ano, com uma expectativa de entrevistar mais de 5.500 candidatos. Para quem tá boiando no assunto, o país europeu se orgulha de ser o berço de parte do time que criou o Skype e ainda adota a tecnologia para boa parte de suas operações públicas, desde abertura de empresas até eleições presidenciais. Pois é, você nem precisa sair de casa para votar lá. Tem mais informações sobre o programa de caça-talentos bem aqui. Ah, se conseguir um trabalho em uma startup descolada estoniana, manda um cartão postal. Ou uns bitcoin. Pensando bem, a gente prefere bitcoin.

Entre USD 62 e USD 68

O preço de uma das 30,8 milhões de ações que a Lyft deve colocar no mercado, de acordo com documentos que a ride hailing apresentou à SEC. Se der tudo certo, o IPO da arqui-inimiga da Uber deve levantar USD 2,1 bilhões. O que significa um valuation entre USD 20 e USD 25 bilhões. A companhia deve usar essa grana em esforços de expansão tanto para novas áreas de atuação quando para mais territórios geográficos mesmo. Com 30,7 milhões de usuários registrados, a empresa deve lançar novos modelos de negócio dentro do setor de mobilidade assim que completar o processo de abertura de capital. A notícia de que a Lyft vai se jogar na bolsa de valores não é novidade, mas vem aquecendo e deve acontecer até o fim de março. Como a Uber segue na mesma rota, a Lyft quer oferecer uma carona para seus papéis antes aos investidores. Para conquistar o coração dos futuros acionistas, a companhia vai focar o pitch no rápido crescimento –  528% em dois anos. E, por outro lado, justificar os USD 911,3 milhões gastos pelo negócio durante 2018. Seja qual for o resultado, esse rolê promete fortes emoções.