Vine, é você mesmo?

Antes desse lance de vídeos curtos ser moda e até o Facebook ter uma solução voltada para esse mercado, o Vine era o rei. O aplicativo virou referência quando o assunto era gravar coisas engraçadas em poucos segundos e viralizar por aí. Após ser vendida para o Twitter por USD 30 milhões em 2012, a rede social perdeu o brilho e fechou as portas em 2016. Mesmo que a temporada na empresa do passarinho tenha matado o Vine, o sonho de Dan Hoffman, um dos criadores do aplicativo, segue vivão. O desenvolvedor lançou recentemente a versão beta de sua nova empreitada, o app Byte. Além do nome parecido com o de seu “antecessor”, o novo produto traz um feed cronológico com vídeos curtos gravados na vertical. Apesar da fórmula ser parecida, o objetivo é diferente. Segundo o criador, a ideia é fomentar um senso de comunidade e, com o tempo, ganhar criadores de conteúdo e usuários. O serviço pode acabar deslanchando com o pessoal mais velho e que sente falta do Vine ou que simplesmente busca uma experiência diferente do TikTok, que comanda o mundinho dos “shorts” atualmente. O aplicativo chinês segue crescendo globalmente, no ano passado viu seu número de usuários subir impressionantes 275%, segundo o Sensor Tower. O seu principal atrativo é a biblioteca de músicas que permite aos jovens fazerem lip syncs e produções ao estilo karaoke. Resta saber como o Byte vai lidar com esse concorrente tão poderoso. Ao contrário do que aconteceu com seu finado aplicativo, agora Hoffman deve entrar num mercado no qual ele não é mais o pioneiro. Vai ser curioso presenciar esse em-Byte. Ouch. Essa foi ruim.

Mostarda, mas não falha

Se você faz parte da fatia de leitores que consomem nossa newsletter durante o café da manhã, melhor soltar o sanduíche. Afinal de contas, essa notícia pode estar diretamente ligada à sua refeição mais importante do dia: a Kraft Heinz, famosa pelos seus condimentos, anunciou mudanças em sua mesa diretora. Basicamente, o carioca Bernardo Hees, que comandava a firma desde a fusão de 2015, será substituído pelo português Miguel Patrício, que liderava o marketing da cervejaria Anheuser-Busch InBev e tem 30 anos de experiência no setor. A missão do novo CEO, que assume em julho, é fazer a fabricante do ketchup Heinz voltar aos trilhos após um período de corte de gastos e queda na receita. Em 2017, a companhia tentou, mas não conseguiu comprar a gigante Unilever por USD 143 bilhões. A negativa no acordo deu início a um período de instabilidade no negócio, incluindo uma investigação na SEC. O resultado? Mais de USD 70 bilhões em perda de valor na bolsa. Apoiada pelos acionistas brasileiros da 3G Capital, a empresa fez grandes sacrifícios e apostou num modelo de negócio com poucos gastos e baixo crescimento, algo que deve mudar com a chegada do novo comandante. Durante seu período no setor de cervejas, Miguel Patrício ajudou a levar a AB InBev para países como a China e expandiu marcas como Corona, Budweiser e Stella Artois, conhece? Ao que tudo indica, o cara chega na mesa com bastante fome de poder.

They see me rollin', they hatin'

Entre publicar emojis de patos e fotos de anime em seu Twitter, Elon Musk trouxe novidades importantes sobre o futuro da Tesla nesta semana: a empresa está fazendo seu primeiro chip para carros, que vai ajudar no plano de colocar um milhão de “táxis robôs” para rodar em 2020. Além de não precisarem de motoristas, os veículos virão sem pedais e volante, bem sci-fi mesmo. Como sempre, o executivo jogou a bola de sua firma lá em cima e disse que estão produzindo a melhor central de processamento disponível para um carango autônomo. Algo corajoso de se falar, já que esse é o primeiro projeto de seu time nessa área. Recentemente, a montadora divulgou um vídeo para provar que está falando sério sobre o assunto. Segundo o CEO da Tesla, a novidade é 10 vezes mais potente que a solução da Nvidia, utilizada anteriormente pela montadora e vai fornecer até 144 TOPS (que não é uma gíria futebolística e significa trilhões de operações por segundo). A dona das placas de vídeo GeForce não curtiu a comparação, mas parabenizou o novo produto, que vai “elevar o nível” de competição no setor. Com empresas como Uber e Google chegando com tudo nesse setor, é certo que a briga de veículos autônomos vai ser bem congestionada.

Lontra do contra

Enquanto muitos brasileiros têm um uma queda por cães e gatos de estimação, ter uma lontra de pet está ficando cada vez mais mais popular na Ásia. O mustelídeo (sim, a gente procurou essa definição na Wikipédia) que protagoniza diversos GIFs fofinhos na internet faz sucesso no continente do K-Pop, especialmente no Japão, e chega a ser exibido em lojas para chamar a atenção de consumidores. Alguns pet shops até vendem os animais para quem quiser levar um pra casa. O problema dos animaizinhos se tornarem um hit, porém, é a alta demanda: como a criação da espécie em cativeiro dá muito trabalho, os casos de tráfico ilegal estão se tornando mais comuns. Como se já não tivessem que encarar a destruição do seu meio ambiente pelos seres humanos, agora as lontras precisam escapar do “mercado da fofura” no Oriente. A gente ia até fazer uma piadinha dizendo que era melhor adotar lontras do que marmotas, mas ficamos meio na bad com essa notícia. Culpa de vocês, seres humanos.