Seasons of Money

Quinhentos e vinte e cinco mil e seiscentos minutos. Como você mede 1 ano na vida de uma startup? Em dinheiro em caixa, em potencial de negócio, em cafezinhos com investidores ou em amor dos clientes? Bem, a galera da Nubank deve estar cantando mais à toa que personagem de musical da Broadway. A última da fintech brasileira é a notícia de que a empresa está negociando um aporte de até USD 1 bilhão com o SoftBank. Essa injeção faria com que a companhia roxinha batesse um valuation de surpreendentes USD 10 bilhões e a colocaria como a segunda fintech mais valiosa do planeta — atrás apenas da Stripe. Ainda mais impressionante é lembrar que a empresa virou um unicórnio antes de mesmo de receber qualquer investimento externo, há pouco mais de 1 ano.

Com bilhão, de Soft para Nu

Para manter o contexto de fábula, a startup brasileira é uma das responsáveis por invocar outra criatura mitológica: os fanboys de banco. Com um atendimento mais pessoal, aplicativo focado na experiência do usuário e menos burocracia do que os “big banks”, a marca conquistou o status de queridinha dos brasileiros. Depois de se tornar a sexta maior instituição financeira do País, a companhia despertou o Godzilla do investimento em tecnologia. Sim, estamos fazendo um trocadilho com o grupo liderado pelo japonês Masayoshi Son.

Bankando o descolado

Aqui já ficou claro que a ideia da marca brazuca é ser a opção descolada e livre de burocracias para pagamentos dos millennials. Mas a verdade é que o big number que faz os olhos dos investidores crescerem são os 55 milhões de pessoas sem contas bancárias na terra de Machado de Assis. Justamente a galera menos favorecida e que ainda vê o cartão de banco como um luxo. Atualmente, o NB tem mais de 8,5 milhões de clientes no Brasil e já avalia a oferta de serviços de empréstimo, além dos já conhecidos cartão de crédito, conta bancária e programa de recompensas. Mesmo com um potencial interno, tudo indica que a marca está prestes a começar a se expandir pelo continente. O que vai ao encontro das pretensões de investidores de capital global em startups da América do Sul.

Estoy Nu y Ryco

De acordo com informações da coluna Recode, a nova rodada de investimentos do SoftBank seria justamente liderada pelo braço de investimentos do “Banco Suave” voltado para a América Latina. Vale lembrar que a startup inaugurou, recentemente, sua primeira empreitada fora do Brasil: um escritório no México. Por lá, o Nubank deve passar a oferecer seu cartão de crédito até o fim do ano. A gente fica imaginando uma campanha de lançamento ao som de “Boa noite, vizinhança”. Quem sabe, não é mesmo?

A praia do Nu

A publicação norte-americana também levanta a possibilidade de a Nu estar ouvindo outras ofertas para investimento e cita fontes próximas à negociação. “Estamos sempre abertos a novas oportunidades de financiamento”, lembrou um porta-voz do Nubank — surpreendendo absolutamente ninguém. Outros investimentos no banco da Elis Regina incluem nomões do cenário tech, como Tencent, Sequoia Capital e DST Global. Tem gente que critica o acordo por achar a avaliação de valor da startup brasileira um pouco “fanática” demais. E, é claro, sempre tem quem diga que a economia do Brasil não anda mais tão promissora quanto antigamente. Em tempos de 1 taokey valendo 4 dols e contando, os investidores têm mesmo com o que se preocupar.