Thumbs Down | 23/08

 

  • Para o Facebook, que não anda deixando quem quer utilizar a plataforma a, de fato, usá-la. Embora exista um movimento de debandada da rede social, há um grupo de pessoas que querem usar o site, mas não conseguem. Sem qualquer aviso prévio ou justificativa, vários usuários estão sendo deslogados de suas contas e recebendo pedidos para confirmar a identidade enviando selfies. Aparentemente, o processo não dá em nada, já que não é difícil encontrar depoimentos online de pessoas que já enviaram dezenas de selfies e não conseguiram reaver suas contas. Em maio, o CaraLivro havia anunciado uma limpeza em mais de 3 bilhões de "perfis falsos" durante um período de 6 meses, mas nada indica que a onda de usuários com perda de acesso tem a ver com a desativação dos fakes. Em comunicado, o Facebook apenas reiterou seu compromisso com a segurança dos usuários e explicou que seu sistema de identificação automática de contas falsas não é perfeito, porém sem justificar o fenômeno das contas perdidas. Ou seja, nada acontece, feijoada.

 

  • Para a Netflix, que não está muito afim de ajudar o Martin Scorsese a levar mais uma estatueta do Oscar para casa. A gente explica: quando o cineasta decidiu fazer seu novo filme, The Irishman — que será lançado em terra brasilis sob o título O Irlandês —, ele procurou o único lugar que não ia dar pra trás ao ver o orçamento de USD 159 milhões para a produção; ou seja, a Netflix. A questão é que o menino Scorsese bem que queria uma indicação (e subsequente estatueta) do Oscar para a sua coleção, mas para isso é preciso que o longa seja exibido nas telonas, o que é justamente algo que o serviço de streaming não quer liberar. As redes de cinema AMC e Cineplex até propuseram um acordo de exclusividade de exibição por 3 meses antes do lançamento na plataforma online, mas nada de a Netflix aceitar. Considerando que a empresa de Los Gatos gastou cerca de USD 12 bilhões em 2018 com conteúdo original, é mesmo de se esperar que ela queira que os espectadores consumam seu produto na telinha dela, e só nela. Dá para entender o lado deles.

 

  • Para o governo do Cazaquistão, que estava espionando os cidadãos do país. O que acontece é que o governo da nação asiática havia forçado a população a baixar um certificado codificado que permitiu que as autoridades interceptassem senhas do Facebook, Twitter, Google e de outros sites de mais de 18 milhões de pessoas. Porém, Google e Mozilla soltaram um belo de um "aqui você não se cria, Cazaquistão" e intercederam em favor da liberdade dos cidadãos. Ambas as empresas anunciaram que irão bloquear o certificado, impedindo que o governo continue a espionar as pessoas. E não foi nem a primeira vez que o país deu uma dessas: em 2016 o governo já havia tentado bloquear as redes sociais, com moderado sucesso, durante protestos de reforma agrária na capital. Agora, se Google e Mozilla podem tomar as rédeas da situação e impedir que governos espionem seus cidadãos, a gente fica perguntando cadê essa bravura toda para bater de frente com outros governos que também espionam os internautas, como China e Estados Unidos. Mas é aquilo, tigrão para uns, tchutchuca para outros.

 

  • Para a Google, que acabou com o nosso sonho de ter um "Android Queijadinha" instalado no celular. Embora a gigante da tecnologia admita que escolher o nome de um doce para a nova versão do sistema operacional era uma parte bem divertida do processo de atualização (nós gostávamos especialmente do Android Kit Kat), nem sempre os diferentes mercados entendiam bem os nomes, começando pela dificuldade de saber qual era a versão mais atual do sistema. Você saberia dizer se a versão Lollipop veio antes ou depois da versão Marshmallow? Por isso, o novo Android vai se chamar simplesmente "Q" (de quebra-queixo, em nossos corações).