Ei, no que você anda pensando?

O pessoal da IBM está com a cabeça na cloud e também em como reinventar negócios digitais. É por isso que a companhia vai promover o think Summit 2019 na próxima terça-feira, também conhecida popularmente pelo nome de “amanhã” mesmo. O evento é gratuito, e a gente aposta que você vai encontrar uma keynote interessante no meio de tanto conteúdo sobre inovação e negócios. Dê só uma olhada em alguns dos assuntos que serão abordados: adoção de plataformas open source, blockchain na prática, gerenciamento de ambientes multicloud, cibersegurança e resiliência como base de estratégia e muito mais. E por “muito mais” a gente quer dizer uma chance de ouvir o que alguns dos maiores líderes e experts podem compartilhar sobre suas áreas de conhecimento. Ainda não o convencemos? Então espie a agenda completa — e garanta seu lugar na plateia virtual do evento, conferindo comigo no replay. Ou melhor, no link. É só realizar sua inscrição, colocar na agenda, preparar a pipoca e correr para o abraço.

Limpando a sujeira

A cidade autônoma de Hong Kong ainda está passando por uma onda de protestos pró-democracia, mas o embate ideológico está saindo das ruas e ganhando espaço na web, o que tem dado trabalho para as big techs. A Google anunciou que seu time derrubou mais de 200 canais do YouTube que estavam sendo utilizados para espalhar desinformação contra as manifestações. Segundo a postagem, o trabalho foi feito em conjunto com autoridades e parças do mundo online, como Twitter e Facebook, que também realizaram banimentos em massa relacionados aos protestos. As contas em questão utilizavam traquinagens como VPN para esconder seus rastros, mas a gigante da web deixa subentendido nas entrelinhas que o comando da China estava envolvido na maracutaia. Logo após anunciar a decisão, a firma comentou que está continuamente trabalhando para proteger seus usuários contra ameaças de segurança vindas de órgãos governamentais, como um add-on distribuído pelo governo do Cazaquistão para espionar cidadãos. Nesse cenário, em que política e internet não se separam, está cada vez mais difícil para as empresas bancarem as isentas e ficarem em cima do muro sobre certos assuntos. Afinal, ficar quieto e não tomar ações pode ser prejudicial para a plataforma e para os usuários. Que o diga um tal de Facebook...


Eita! Você de novo por aqui, Sundar?

Ao mesmo tempo que a Google precisa tomar atitudes no campo político como negócio, as coisas são diferentes quando a Big G assume o papel de patroa. Recentemente, a firma atualizou suas diretrizes de comunidade e recomendou que seus funcionários evitem falar sobre política durante o expediente. Em suas novas guidelines, a companhia diz que compartilhar informações com os coleguinhas pode ser positivo, mas interromper o trabalho para ter debates “violentos” sobre política ou notícias não é permitido. Alguns ex-funcionários trocaram uma ideia com o The Verge sobre o assunto e indicaram que as mudanças podem ser usadas para impedir que empregados mais ativistas se expressem ou denunciem problemas internos. Uma googler até contou à Bloomberg que esse pode ser o fim da cultura aberta da empresa, que vende uma imagem de boazinha. Segundo um comunicado oficial, o motivo das alterações é outro: mostrar que as pessoas têm responsabilidades ao trabalhar na Google, evitar aquela procrastinada básica e dar mais atenção a manter a confiança dos usuários.



Tá vendo aquela Lua que brilha lá no céu?

Cinquenta anos depois de a Apollo 11 descer na Lua, o número de negócios interessados no satélite natural da Terra não para de crescer. E não estamos falando de nomes como SpaceX e Blue Origin, que já fazem entregas no espaço: o pessoal do The Verge contou a história de três startups que estão no início de carreira e sequer lançaram um foguetinho para fora do nosso planeta, mas já querem dar uma de Neil Armstrong. A americana Astrobotic nasceu de uma competição de exploração espacial da Google e pretende ser a primeira representante da iniciativa privada a chegar na Lua e começar um serviço de delivery por lá. O objetivo é levar seu desembarque lunar para o espaço em 2021. A Intuitive Machines, baseada em Houston ( ?t?e?m?o?s? ?u?m? ?p?r?o?b?l?e?m?a?), também quer pousar seus equipamentos na superfície rochosa dentro de 2 anos. A missão é similar à da rival: facilitar o acesso ao satélite e fazer entregas para a NASA e quem mais puder pagar. Entre os possíveis clientes está a Ispace, startup japonesa que não apenas quer descer na Lua mas também fazer casinhas por lá. Os planos incluíam mandar robôs para investigar o local já em 2021, mas problemas técnicos fizeram a ideia ser adiada para 2023. A mudança, porém, não abalou a missão principal da firma: construir até 2040 o Moon Valley, uma espécie de condomínio para viver na Lua, com elementos como água e minerais sendo retirados do próprio corpo celeste. Enquanto o título de primeira empresa privada a pisar na Lua é um combustível para o sonho dos jovens negócios, é bem difícil acreditar que os prazos serão cumpridos à risca, já que nenhuma companhia saiu do chão e qualquer erro no setor de viagens espaciais pode gerar consequências grandes e caras. De qualquer forma, é interessante ver que temos uma nova corrida espacial acontecendo e que dessa vez o objetivo não é apenas fincar uma bandeira na Lua.