A inovação precisa fazer parte das startups que são empresas jovens, escaláveis e com alto potencial de crescimento e pode estar numa tecnologia, num produto ou num serviço. Em resumo, pode vir de qualquer lugar; o importante é estar aberto a ela e criar as condições necessárias para que essas ações inovadoras alcancem seu objetivo final dentro do negócio.

Sou um dos precursores do movimento de investimento anjo e apoio ao desenvolvimento dos negócios iniciantes no Brasil e vi, ao longo da última década, um aumento bastante significativo em relação ao número de pessoas empreendendo, de startups criadas, dos negócios que conseguem se estabelecer (e até crescer), de investidores e de iniciativas de apoio e fomento desse ecossistema. No entanto, é preciso lembrar que todo esse crescimento só foi possível porque houve base e respaldo tecnológico para fazer com que tudo se desenvolvesse com rapidez, precisão e funcionalidade.

Para ilustrar, separei exemplos que facilitam a visualização de como a tecnologia aplicada influencia e impulsiona os novos negócios no Brasil e no mundo. Note ainda que não há limites para sua utilização e propagação, que vai desde a área da saúde até o compartilhamento de informações relevantes para determinados grupos específicos.

Já são vários casos e relatos de aplicativos específicos na área de saúde que ajudam a coletar sangue, para diagnósticos, para emergências, para acompanhar idosos etc. A Cruz Vermelha do Brasil, por exemplo, disponibiliza um aplicativo que possui vídeos didáticos para acompanhar procedimentos que devem ser adotados pelo cidadão em casos de acidentes como queimaduras, ferimentos com armas de fogo, crise epiléptica, choque elétrico, fraturas, entre outros.

O Corpo de Bombeiros de Pernambuco disponibiliza o aplicativo “Primeiros Socorros”, que traz dicas especiais sobre como ajudar as vítimas em momentos de dificuldade, como em caso de picada de cobra, sangramento, fraturas e entorses, engasgo, e assim por diante. Aplicativos de uso geral também são usados para ajudar médicos. No INCOR, em São Paulo, o WhatsApp está ajudando na comunicação e na avaliação das condições de órgãos que podem ser transplantados.

O consumo colaborativo, a troca de experiências e de serviços específicos, de propriedade compartilhada, aluguel, compra coletiva, passando também pela subscrição, pelo empréstimo, pelo microfinanciamento, crowdfunding, crowdsourcing etc.: esses são os principais aspectos e modelos de negócios da Economia Compartilhada.

A questão não é mais a tecnologia em si, mas o uso da tecnologia como parte essencial na vida das pessoas e dos negócios

O exemplo mais popular e conhecido do mercado é o Uber, no qual pessoas dirigem seus próprios carros particulares para outras pessoas usando apenas um aplicativo para conexão e negócio entre elas. Existem outros exemplos: o Airbnb, por meio do qual as pessoas se hospedam em casas de outras pessoas em vez de hotéis tradicionais; o Zipcar, que permite a qualquer pessoa alugar carros de outras pessoas, sem precisar de uma locadora; o Netflix, no qual consumidores podem ver filmes pela internet em qualquer device sem precisar baixar ou pagar entradas como no cinema ou pagar para alugar filmes  basta fazer uma assinatura e assistir na hora que quiser.

Imagine jantar na casa de um estranho que preparou a mesa especialmente para você  veja como funciona o Dinner; conhece o Tripda, o aplicativo que busca caronas para reduzir o custo de seu deslocamento? Que tal pegar uma carona com alguém?

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*João Kepler Braga é reconhecido como um dos conferencistas mais sintonizados com Inovação e Convergência Digital do Brasil;  especialista em  e-commerce, marketing, empreendedorismo, startups  e vendas; Investidor  Anjo, líder do  núcleo Nordeste da @AnjosDoBrasil