Quantas vezes você já tentou ir a algum evento de última hora e teve problemas para encontrar ingressos? Depois de uma péssima experiência em 2012, o fã de beisebol Brad Griffith teve a ideia de criar o Gametime.

Na época, o norte-americano estava ansioso para assistir a uma partida entre San Francisco Giants e St Louis Cardinals. Ele até tinha ingresso, mas não o imprimiu para apresentar na bilheteria e, por isso, perdeu meia hora do jogo.

Acontece que ele não pôde ver uma performance histórica do hino nacional do país nem o principal lance da partida. “Acho que 30% do valor do ingresso expiraram nesse período”, lamentou Griffith em entrevista ao Inc.500. (Observação esportiva: os Giants venceram os Cardinals por 7 a 1).

A revolta deu espaço à criatividade e assim surgiu o Gametime, um aplicativo em que as pessoas podem comprar ingressos para jogos, shows e exposições de última hora. Além disso, quanto mais próximo do evento a pessoa tentar comprar, mais barato será o ingresso. O Gametime vende ingressos em 53 grandes cidades dos Estados Unidos e em outras sete do Canadá.

Parte desse valor é revertido para a empresa e, por menor que seja, hoje o Gametime já vale US$ 48 milhões, #dealwith. Vale lembrar que em 2013 a empresa valia apenas US$ 148 mil. Rapidinhos eles. 

Para Griffith, seu negócio tem algumas vantagens bem claras em relação a concorrentes de venda online de ingressos, como Ticketmaster, SeatGeek ou StubHub. Segundo o empresário, a velocidade da transação é maior, não há necessidade de imprimir nada, e o preço do ingresso também é menor, dependendo é claro de quando o cliente o comprar.

O ás na manga

Quando o Gametime foi lançado, o mercado de venda de ingressos já estava consolidado com as grandes companhias citadas aí em cima. Sendo assim, Griffith precisou bolar uma sacada nova que suas concorrentes não haviam feito ainda, e a solução foi mais simples do que o esperado.

Fotos reais do assento. As imagens eram feitas por fotógrafos oficiais dos estádios ou por próprios funcionários do Gametime. A novidade deu tão certo que a maioria dos locais migrou sua venda de ingressos físicos para o mobile, para alívio de Griffith após seu sofrimento com ingressos de papel.

Público-alvo

Não poderia ser diferente. Os Millenials são os maiores usuários do aplicativo. Cerca de 71% de todos os clientes da plataforma têm entre 18 a 34 anos de idade, segundo o Gametime.

A explosão de interesse desse segmento da sociedade ocorreu durante a expansão da empresa, fundada em São Francisco, para outras cidades, como Nova York, Chicago e Los Angeles. Segundo o Gametime, os jovens são especialistas em comprar ingressos de última hora, e o aplicativo serviu como uma luva para eles.

Sempre inovando

Diante do sucesso do Gametime, as concorrentes também precisaram se mexer para não perder todos os seus clientes. O Ticketmaster, por exemplo, oferece fotos em 360° dos assentos que comercializa.

Entretanto, Griffith simplesmente não consegue ficar parado e, aparentemente, está sempre um passo à frente. O empresário lançou um novo recurso em abril deste ano chamado Fan View, que permite ao usuário compartilhar um feedback imediato sobre seu assento, incluindo a opção de postar fotos próprias dentro da plataforma.

“Uma das ideias em que estamos trabalhando é que as pessoas estão se interessando mais pelo que seus amigos estão fazendo do que pelos eventos naquela noite ou no próximo final de semana”, explicou Griffith.

Na sequência, o Gametime passou a permitir que seus clientes se conectem através do Facebook ao compartilharem seus assentos comprados para organizar um encontro dentro dos eventos.  

Outra novidade é que a empresa agora decidiu não mostrar todos os assentos disponíveis, mas sim os melhores naquele determinado instante. Sendo assim, ao entrar no aplicativo o cliente poderá visualizar as cadeiras mais bem colocadas e disponíveis para ele no momento. Isso explica um pouco o sucesso do Gametime, que tem vendido mais experiências do que apenas cadeiras.