Crianças nascidas hoje não precisarão passar em provas de direção: 60% dos serviços da indústria serão substituídos por robôs. A inteligência artificial levará os indicadores de produtividade às alturas. Essas são algumas das previsões que explicam por que o novo fundo de seed capital Grit Labs pretende focar apenas em startups de robótica e AI. Com um detalhe: a preferência é por empresas lideradas por mulheres.

O Grit Lab nasceu da fusão entre uma firma de investimentos, criada pela veterana de venture capital, Jeniffer Roberts, e uma agência de estratégia de marketing fundada por Kelly Coyne. Juntas, as duas querem levantar US$ 30 milhões para começar a fazer seus primeiros investimentos. 

“A inteligência artificial está criando um novo tipo de fundador, que já possui um profundo conhecimento no assunto. Eles não aparecem em acampamentos robóticos, eles surgem de pós-graduações importantes”, contou Coyne em entrevista ao VentureBeat. 

A dupla procura justamente por esse perfil de empreendedor. Coyne e Roberts esperam ajudar as startups não só com dinheiro, mas orientação, principalmente no que se refere a levar o produto ao mercado. 

Com escritórios em São Francisco e Menlo Park, o fundo tem como foco projetos em robótica B2B. "Não estamos investindo em gadgets, Internet das Coisas ou pulseiras fitness. Estamos muito focados na robótica orientada à inteligência artificial, que é muito mais complicada do ponto de vista do software”, disse Coyne. 

It's a girls world

Ciente do domínio dos homens na robótica, a dupla pretende dar mais atenção e espaço às mulheres que desejam entrar nesse mercado. Por isso, uma das condições para startups receberem o apoio da Grit Labs é ter ao menos uma fundadora mulher. 

“A inteligência artificial não deve ser definida por um gênero ou uma raça. Já houve casos de racismo e sexismo nesse tipo de tecnologia. Ter um conjunto diversificado de mentes por trás do financiamento e da construção dessas empresas é a melhor coisa que podemos fazer para garantir que evitemos esses problemas no futuro”, afirmou Kelly Coyne.